- A Copa do Mundo de 2026 envolve uma infraestrutura digital complexa com venda de ingressos, reservas, pagamentos, transmissões e aplicativos, elevando os riscos cibernéticos.
- O avanço da inteligência artificial facilita golpes mais sofisticados, phishing personalizados e violações em larga escala, segundo especialistas.
- Dados da Olimpíada de Paris em 2024 mostraram 548 eventos de cibersegurança entre maio e setembro, com 83 incidentes confirmados e grande parte causada por ataques DDoS.
- Estádios modernos, com redes conectadas, enfrentam desafios de segurança devido a milhares de dispositivos não gerenciados que se conectam simultaneamente.
- Medidas recomendadas: simulações de incidentes, estratégia Zero Trust com autenticação contínua, MFA e credenciais temporárias, além de monitoramento em tempo real para detectar atividades suspeitas.
A Copa do Mundo de 2026 já mobiliza milhões de turistas e uma infraestrutura digital complexa que envolve venda de ingressos, reservas, pagamentos e transmissões. Com o aumento da participação de torcedores em plataformas online, cresce a preocupação com ataques cibernéticos que afetam organizadores, empresas e fãs.
Especialistas ressaltam que o avanço da IA facilita golpes mais rápidos e personalizados. Em relação à edição de 2022, há ferramentas mais sofisticadas para automatizar golpes, criar phishing e explorar vulnerabilidades em escala. Esses alertas ganham peso à medida que a Copa se aproxima.
Dados de segurança dos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, mostram 548 eventos de cibersegurança entre maio e setembro, com 83 incidentes confirmados. Além disso, 25% das indisponibilidades ocorreram por ataques DDoS que alvos plataformas de ingressos e transmissão.
Panorama de ameaças
Para o organizador Tonimar Dal Aba, gerente técnico da ManageEngine, a combinação entre adesão do público a plataformas digitais e IA generativa amplia golpes como sites falsos de ingressos, transmissões piratas e promoções fraudulentas. Sistemas de estadiamento modernos criam redes conectadas que exigem segurança em tempo real.
Estádios utilizam redes para visitantes, pagamentos, sinalização e vigilância, o que aumenta a superfície de ataque. Durante eventos com alta demanda, dezenas de milhares de dispositivos podem conectar-se simultaneamente, exigindo visibilidade contínua sobre um ecossistema em constante mudança. A proteção em camadas e a resiliência são fatores-chave para manter negócios e experiência dos torcedores.
O estudo do IBSEC aponta que 72% dos ataques de phishing no Brasil ocorrem durante grandes eventos esportivos, reforçando a necessidade de estratégias de defesa reforçadas. A fase de preparação, segundo Dal Aba, é crucial para reduzir impactos em operações e reputação.
Medidas preventivas
Especialistas indicam três frentes para fortalecer a segurança na Copa: simulações de incidentes para aperfeiçoar respostas rápidas; adoção de Zero Trust com autenticação contínua e multifator, além de credenciais temporárias para equipes externas; monitoramento em tempo real de redes, aplicações e ambientes digitais para identificar atividades suspeitas antes de causar danos.
Pode-se esperar que a Copa represente oportunidade de conexão entre empresas e milhões de consumidores, mas também aumente a exposição digital. A recomendação é manter a defesa coordenada entre equipes de TI, com foco em preparação, monitoramento e resposta rápida a incidentes.
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