- Vídeo antigo de 2022 está sendo compartilhado fora de contexto, com trechos que indicam datação atual removidos na versão que circula.
- Conteúdo afirma estupro e morte de uma menina yanomami de 12 anos por garimpeiros, mas o caso foi arquivado pela Polícia Federal.
- Publicação original ocorreu em abril de 2022 pela influenciadora Ive Brussel; a versão atual omite a data para parecer recente.
- Liderança indígena Waihiri Hekurari Yanomami denunciou invasão de garimpeiros em Aracaçá à época; PF informou que não houve indícios suficientes e diligências foram feitas.
- Dados atuais apontam melhoria na Terra Indígena Yanomami, com redução de 98,6% da área de garimpo ilegal entre 2024 e 2026; Funai iniciou em 2024 um projeto de combate à violência sexual.
O vídeo em circulação não é recente. Trata-se de um relato antigo sobre violência sexual contra uma menina yanomami, circulando de forma contextualizada fora de data. A publicação original ocorreu em abril de 2022, publicada pela influenciadora Ive Brussel, e não reflete o momento atual.
O material que está sendo compartilhado em páginas de redes sociais não traz a data correta. A versão atual suprime a informação de que a ocorrência é de 2022, ampliando a sensação de urgência errônea. O episódio relatado foi arquivado pela Polícia Federal.
O conteúdo original envolve acusações de invasão de garimpeiros na Terra Indígena Yanomami, com relatos de violência contra uma menina de 12 anos. A liderança indígena Waihiri Hekurari Yanomami informou que a PF e a Funai não encontraram indícios suficientes para prosseguir com a denúncia na época.
Desdobramentos do caso
Segundo Hekurari, a PF, a Funai e a Sesai registraram diligências na comunidade Aracaçá, mas o local estava queimado e desocupado, o que dificultou o depoimento. Ele afirma que o caso foi arquivado por falta de provas, atribuindo pressões políticas à investigação.
Situação atual na Terra Yanomami
Dados da Casa de Governo Yanomami indicam queda de 98,6% na área de garimpo ilegal entre 2024 e 2026. Em setembro de 2024, a Funai iniciou ações para combater a violência sexual entre yanomamis, com oficinas de conscientização. Hekurari afirma que a região se reorganiza e apresenta novos caminhos.
O Estadão Verifica entrou em contato com a PF, a Funai e a Associação Hekurari para atualizações, sem retorno até o fechamento deste texto.
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