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Acusado de matar ex-companheira na frente da filha de 5 anos vai a júri popular em BH

Alex de Oliveira Sousa vai a júri popular por feminicídio qualificado cometido na presença da filha de cinco anos, com descumprimento de medida protetiva; prisão mantida

Cinthya Micaelle Soares Roliz tinha medida protetiva contra o suspeito
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  • Alex de Oliveira Sousa foi pronunciado pelo feminicídio qualificado ocorrido em Belo Horizonte e terá júri popular; prisão preventiva foi mantida.
  • O crime aconteceu na manhã de 31 de dezembro de 2025, na presença da filha do casal, após invadir a casa da ex-companheira.
  • A vítima foi identificada como Cinthya Micaelle Soares Roliz, de 26 anos, que morreu no local; o crime ocorreu em contexto de violência doméstica e havia medida protetiva em vigor.
  • O réu tem histórico de violência contra ex-companheiras e resistiu à prisão ao ser localizado, após três semanas de fuga, em Mateus Leme.
  • A filha presenciou os disparos, relatando que viu “fumaça” saindo do corpo da mãe; familiares mencionaram falhas na proteção da vítima e diversas denúncias anteriores.

Alex de Oliveira Sousa será julgado em júri popular por feminicídio qualificado, ocorrido na manhã de 31 de dezembro de 2025, no bairro Jardim América, em Belo Horizonte. A vítima foi Cinthya Micaelle Soares Roliz, de 26 anos, que estava na residência onde morava após o fim do relacionamento. O crime ocorreu na presença da filha do casal, de 5 anos, que testemunhou o ocorrido.

A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do 1º Juízo Sumariante do Tribunal do Júri da capital, pronunciou o réu pelos crimes atribuídos pelo Ministério Público e manteve a prisão preventiva. A magistrada entendeu haver prova da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para levar o caso à decisão do júri.

A investigação aponta que Alex invadiu a casa da ex-companheira, pulando o muro, e efetuou vários disparos no quarto onde a vítima dormia ao lado da filha. Cinthya morreu no local. O casal manteve relacionamento por cerca de seis anos; estavam separados há aproximadamente três meses após Cinthya descobrir uma traição. A vítima tinha medida protetiva contra o agressor.

Contexto e investigação

Segundo a Polícia Civil, Alex já era suspeito de violência contra outras parceiras e teria agredido Cinthya com frequência durante o relacionamento. Em depoimentos de familiares, houve relatos de agressões diversas e de tentativas anteriores de submeter a vítima a violência. A filha presenciou o momento dos disparos, descrevendo a passagem de “fumaça” do corpo da mãe.

Prisão e órbita legal

Após o homicídio, o suspeito ficou foragido por cerca de três semanas até ser localizado em 22 de janeiro deste ano, em uma área de sítio em Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A prisão ocorreu após resistência à abordagem, com uso de cães de grande porte para a contenção. A decisão de pronúncia levou em conta o histórico criminal de Alex e a necessidade de manter a ordem pública.

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