- Minas Gerais tem três das dez rodovias federais mais letais do país: BR-381, BR-040 e BR-116, somando 435 mortes em 2025.
- A BR-381 lidera o ranking com 158 mortes no ano; foram 2.845 acidentes e 3.524 feridos.
- A BR-040, que liga Brasília ao Rio de Janeiro, também está entre as mais perigosas, com 1.972 acidentes e 2.429 feridos.
- A BR-116 registra 124 mortes em 2025, somando 1.412 acidentes e 1.824 feridos; a rodovia atravessa o estado de norte a sul.
- Concessões privadas estão em andamento: BR-381 entre BH e Governador Valadares passou a ser administrada pela Nova 381 em fevereiro de 2025, com cerca de R$ 10 bilhões em investimentos; a BR-040 está sob concessão desde 2024 pela EPR Via Mineira, com obras de duplicação previstas.
A BR-381 lidera o ranking nacional de rodovias com maior número de mortes em 2025, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Minas Gerais aparece com três das dez vias mais letais: BR-381, BR-040 e BR-116, somando 435 óbitos no ano. Cada via registra, em média, um acidente a cada 1 hora e 24 minutos.
O estudo aponta 2.845 acidentes e 3.524 feridos ao longo de 2025 nessas rodovias, cuja gestão é alternadamente realizada por concessionárias privadas. O período analisado abrange janeiro a dezembro, incluindo o início da concessão recente de parte da BR-381.
A BR-381, conhecida como Rodovia da Morte, liga Minas a São Paulo e ao Espírito Santo, passando por BH, João Monlevade, Ipatinga e Governador Valadares. A via registrou 158 mortes, na primeira posição do ranking.
Um trecho entre Belo Horizonte e Governador Valadares concentra o maior número de acidentes, segundo especialistas. A maior parte da rodovia ainda é pista simples, com curvas inclinadas e tráfego pesado, aumentando o risco de colisões.
Em fevereiro de 2025, o trecho BH-Governador Valadares passou a ser administrado pela concessionária Nova 381, por 30 anos, com investimento previsto de cerca de R$ 10 bilhões. A mudança não afastou o registro de mortes no período.
A BR-040, ligando Brasília ao Rio de Janeiro, também figura entre as mais perigosas. O trecho entre Belo Horizonte e Juiz de Fora tem longos trechos de pista simples e alto volume de veículos, o que explica parte dos acidentes. A via está concessionada pela EPR Via Mineira desde agosto de 2024, com planos de duplicação de 164 quilômetros e faixas adicionais de 42 quilômetros.
O especialista da UFMG aponta que concessões são ferramentas para modernizar a infraestrutura, com efeitos de segurança viária que aparecem gradualmente, especialmente após obras de duplicação e melhoria de atendimento na pista.
A BR-116 aparece na nona posição, com 124 mortes. Em dezembro de 2024, um grave acidente envolvendo ônibus, carreta e carro de passeio em Teófilo Otoni deixou 41 mortos, um dos episódios mais devastadores da história recente. A rodovia é a maior do país, conectando o Nordeste ao Sul, e cruza Minas de norte a sul, em trechos com relevo montanhoso.
Segundo a PRF, a BR-116 teve 1.412 ocorrências e 1.824 feridos em 2025. Em Minas, a rodovia passa por cidades como Muriaé, Caratinga e Teófilo Otoni, com fatores geográficos que elevam o risco de colisões e de ultrapassagens arriscadas.
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