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Lavagem de dinheiro envolveria PCC, Deolane, vereador petista e máfia italiana

Lavagem de dinheiro ligada ao PCC envolve Deolane Bezerra, vereador petista e máfia italiana; empresas de transporte sob investigação

Ônibus elétricos estacionados em São Paulo
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  • A Transunião Transportes S/A é apontada como parte de um esquema de circulação e ocultação de recursos ligados ao crime organizado, em especial ao Primeiro Comando da Capital, e é a quarta empresa do setor de transporte da capital investigada por ligação com a facção.
  • Nesta quinta-feira, 25, a polícia pediu a prisão temporária de cinco dias do vereador Senival Moura (PT) e de quatro diretores da Transunião, incluindo o presidente Lourival de França Monário; também são investigados Leonel Moreira Martins, Jair Ramos de Freitas (Cachorrão) e Devanil de Souza Nascimento.
  • A investigação aponta uso de empresas de fachada, laranjas e pulverização de ativos, com um mesmo contador cuidando das contas ligadas à Transunião.
  • A Transunião seria uma plataforma para circulação de recursos, ocultação de patrimônio e dissociação entre acionistas formais e beneficiários, com ligações a operações anteriores que investigaram Deolane Bezerra (Operação Vérnix) e ações como Carbono Oculto e Tank.
  • Existem vínculos entre a Transunião, a Máfia italiana (Ndrangheta) e operadores ligados ao PCC, incluindo investimentos de milhões de reais e ligações com o dinheiro lavado em outras operações.

O inquérito da Polícia Civil, conduzido pelo Deic, aponta que a Transunião Transportes S/A participou de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. A investigação vincula a empresa a operações de circulação e ocultação de recursos do crime organizado na capital.

Entre os alvos estão cinco dias de prisão temporária decretados pela Justiça para o vereador Senival Moura (PT) e quatro diretores da Transunião, incluindo o presidente Lourival de França Monário. Também tiveram prisão decretada Leonel Moreira Martins, Jair Ramos de Freitas o Cachorrão e Devanil de Souza Nascimento.

O Ministério Público Estadual e o Deic dizem que a Transunião operava como plataforma para transferência de valores, ocultação de patrimônio e dissociação entre acionistas formais e beneficiários efetivos. O esquema utilizava empresas de fachada e movimentação de recursos em nome de parentes.

Desdobramentos da investigação

Provas indicam que a Transunião movimentou recursos por meio de contas vinculadas a familiares, com um contador cuidando de várias dessas empresas. Investigações anteriores já apontaram ligações entre a empresa, a máfia italiana e figuras públicas, em operações como Vérnix, Carbono Oculto e Tank.

A Polícia aponta ainda vínculos entre Cachorrão, Monário e outros operadores ligados ao PCC, incluindo a relação com a Duvale Distribuidora de Petróleo, que teria atuado como núcleo de lavagem de dinheiro. Investigações associadas identificaram fluxos financeiros envolvendo milhões de reais.

Contexto e próximos passos

As apurações destacam que a Transunião participou de um “hub” de esquema com múltiplas frentes de lavagem, sem uma estrutura central de comando, mas com interconexões que facilitavam a dissipação de recursos ilícitos. A defesa de Deolane Bezerra nega as acusações, e a reportagem buscou contato com os demais envolvidos sem sucesso até o momento.

As autoridades reiteram que o objetivo é esclarecer a origem dos recursos e o papel de cada parte no esquema, bem como identificar quem são os verdadeiros beneficiários por trás das movimentações. A investigação continua em andamento para confirmar dados e ampliar o conjunto de evidências.

Fonte: apuração de veículos de imprensa, com referência aos trabalhos do Deic e do Ministério Público Estadual.

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