- O FBI informou às autoridades brasileiras, por meio da OpenAI, sobre conversas do suspeito com o ChatGPT que revelavam planos para matar o próprio filho e atacar escolas, igrejas e autoridades; o alerta chegou ao Brasil em 16 de junho.
- O homem, trabalhador rural de 36 anos, foi preso em São Gabriel da Palha, no Espírito Santo, e negou o conteúdo das conversas em depoimento.
- Segundo a polícia, as mensagens indicavam risco concreto de violência e mencionavam contratação de pistoleiro, uso de arma de fogo, corda e cianeto, além de data prevista para os crimes: 20 de junho.
- A motivação alegada seria impedir que a ex-companheira cobrasse pensão alimentícia da avó paterna da criança, já que o filho vive com a mãe em outro município.
- A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos, envolve perícia nos aparelhos apreendidos e recebe ainda o estudo de possíveis crimes de ameaça, incitação ao crime e tentativa de homicídio; o indiciamento dependerá do andamento das diligências.
Um alerta feito pela OpenAI abriu uma cooperação entre autoridades dos EUA e do Brasil. O aviso indicava que um usuário do ChatGPT relatou planos de matar o próprio filho e de promover ataques contra escolas, igrejas e autoridades. O caso envolve um lavrador de 36 anos preso em São Gabriel da Palha, no Espírito Santo.
A polícia informou que as mensagens enviadas pelo investigado à IA apontavam risco concreto de violência. Segundo as investigações, havia menção à contratação de um pistoleiro e à tentativa de financiar o crime com a venda de uma colheita. O prazo indicado pelo suspeito era 20 de junho.
O alert deixou claro que a comunicação com a IA continha dados sobre armas, itens de ocultamento e estratégias para o crime, com data prevista para a execução. O recebimento do aviso ocorreu em 16 de junho; a prisão preventiva foi cumprida em 19 de junho, um dia antes do suposto objetivo.
Como a investigação foi conduzida
A abertura do inquérito ficou a cargo da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC). A denúncia partiu de autoridades brasileiras com apoio do FBI, que repassou os dados ao CyberLab do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Os agentes realizaram a prisão ao cumprir mandados.
A perícia nos aparelhos apreendidos deve esclarecer se houve contato efetivo com o suposto pistoleiro citado nas mensagens. Investigadores explicaram ainda que o conteúdo recebido pela OpenAI continha apenas as mensagens do investigado, sem as respostas da plataforma.
Motivações e conteúdo das mensagens
Em depoimento, o homem negou a intenção de matar o filho e contestou o conteúdo das conversas com a IA. Conforme apurado, a família do menor envolve a mãe em outra cidade e a motivação seria impedir que a ex-companheira recebesse pensão alimentícia da avó paterna após a morte do investigado.
Os delegados ressaltaram que o material encaminhado pela OpenAI descreve apenas a comunicação do suspeito com a IA, não constituiu resposta do sistema. O policial Adriano afirmou que o registro mostra a intenção de causar danos significativos a várias pessoas.
Próximos passos
A prisão tem caráter preventivo, visando evitar a consumação dos crimes mencionados. A polícia informou que o indiciamento dependerá da conclusão das diligências, incluindo a análise dos dispositivos apreendidos e a verificação de possíveis contatos com terceiros.
Até o momento, não houve confirmação de data de julgamento ou de responsabilização final. A investigação continua para esclarecer todas as circunstâncias e confirmar as motivações declaradas pelos investigadores.
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