- Homem que fingiu câncer terminal para enganar a namorada conquistou condenação por estelionato e furto qualificado, com pena de 3 anos e 4 meses em regime semiaberto.
- A magistrada determinou indenização mínima de R$ 27,5 mil à vítima pelos danos causados.
- A fraude envolveu simulacros de doença com curativos, bandagens e corantes, além de criação de médico e advogado fictícios para justificar os cuidados.
- A vítima chegou a transferir R$ 5 mil via PIX; o suspeito, usando o celular dela, contratou empréstimos de cerca de R$ 23 mil em nome da vítima.
- A decisão afirma que as provas confirmam a versão da vítima, que permanece em tratamento psicológico, e que houve confissão policial do acusado; há relatos de outras pessoas envolvidas no golpe.
Um homem foi condenado por estelionato após fingir ter câncer terminal para enganar a namorada. A decisão foi proferida pela juíza Roberta Layaun Chiappeta de Moraes Barros, da 1ª vara Criminal de São José dos Campos, SP. O julgamento considerou o crime praticado contra uma mulher que conheceu por meio de aplicativo de relacionamento.
A vítima, que conheceu o homem no Tinder, relatou que ele apresentava curativos, bandagens e fotografias para simular vômitos de sangue. O golpista também criou a história de um médico de plantão e, posteriormente, de um advogado, para reforçar a narrativa. A intenção era despertar compaixão e obter ganhos financeiros.
A decisão determinou 3 anos e 4 meses de reclusão, em regime semiaberto, além de multa. Também ficou fixada a indenização mínima de R$ 27,5 mil pelos danos causados; parte do montante foi obtido por meio de PIX e empréstimos transferidos para contas do acusado.
Detalhes da condenação
Consta que o condenado manteve a fraude durante o relacionamento e, em certo momento, autorizou a vítima a permanecer em sua residência. Em depoimento, a vítima informou ter transferido R$ 5 mil após alegação de problemas nos cartões. Dados periciais confirmaram o uso de dispositivos de fraude para validar transações.
Durante a investigação, o réu confessou o crime, segundo a magistrada, que ressaltou a gravidade pela violação da confiança e pelo sofrimento emocional da vítima, que continua em tratamento psicológico. Testemunhas e documentos também sustentam a versão apresentada pela vítima.
Contexto processual e próximos passos
O processo tem nº 1507611-13.2021.8.26.0577 e tramita na Justiça de São José dos Campos. A sentença determina ainda que as provas apresentadas, incluindo documentos, perícias e depoimentos, comprovam o desfecho do caso. A defesa ainda pode recorrer dentro dos veículos legais cabíveis.
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