- Um membro do grupo que arremessou a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, na ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), afirmou que a falha de checagem só foi percebida após o salto.
- Maria Eduarda, de Jandira, havia viajado até Limeira apenas para saltar e não havia utilização de aparato de segurança durante o arremesso.
- Três instrutores, Luís Felipe Egoroff, Maicon Cintra e Vitor Gonçalves, seguem presos; o grupo afirma que não houve checagem adequada.
- O inquérito aponta que a ausência de fixação do equipamento de segurança foi determinante para a morte, e a defesa contesta a individualização das condutas de cada investigado.
- A Prefeitura de Limeira iniciou obras para fechar acessos à ponte; a Justiça negou, até o momento, habeas corpus para soltura dos investigados, enquanto o Governo Federal reconhece responsabilidade pela área e apoio do município.
Um grupo ligado a saltos de rope jump arremessou uma jovem de 21 anos da Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, sem uso de corda de segurança. A tragédia ocorreu durante a prática de salto, cuja atividade era oferecida pelo grupo. A vítima, moradora de Jandira, morreu logo após o acidente.
A Polícia Civil ingressou no caso e prendeu três suspeitos que atuavam no momento do arremesso. O grupo envolve Luís Felipe Egoroff, Maicon Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, enquanto Gusttavo Losi, identificado como membro da equipe, relatou não ter visto a checagem do equipamento antes do salto. Losi foi ouvido pela polícia e liberado.
Segundo o relato de Losi, a vítima manifestou nervosismo antes de saltar, afirmando que seria a primeira vez. Ele disse ter auxiliado a jovem a se equipar e não viu o procedimento de checagem dos dispositivos de segurança antes do salto, o que, conforme o inquérito, seria determinante para a ocorrência.
Investigação e decisões judiciais
O inquérito aponta a ausência de fixação adequada do equipamento de segurança como fator decisivo para a morte, não configurando mero acidente. Advogados de defesa contestam a individualização das condutas e a participação específica de Vitor nos fatos apurados.
Os três presos seguem detidos desde o dia do ocorrido. O caso envolve ainda a avaliação de medidas adicionais para restringir o acesso à ponte, localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, que já vinha recebendo ações emergenciais de proteção.
A prefeitura de Limeira anunciou, na semana passada, obras para interditar acessos irregulares à ponte. A ação faz parte de uma resposta municipal a recomendações federais sobre responsabilidade da área, com apoio local para ampliar a proteção até a adoção de medidas definitivas.
A Justiça paulista negou, recentemente, liminar que seria favorável à soltura de dois dos réus e manteve a prisão preventiva. O desfecho judicial depende de novas informações do juízo de origem sobre os temas em discussão.
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