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Terremoto na Venezuela: especialistas avaliam chances de sobrevivência dias depois

ONU estima cinquenta mil desaparecidos e mais de novecentos mortos, com quase três mil feridos; resgates seguem sob pressão conforme o tempo avança

Uma pessoa caminha entre os escombros de um prédio que desabou, após os terremotos em Caracas , Venezuela. — Foto: Leonardo Fernandez Viloria / Reuters
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  • ONU estima que mais de cinquenta mil pessoas podem estar desaparecidas e presas nos escombros, com o balanço de mortos já em 920 e quase três mil feridos.
  • Dois terremotos em sequência atingiram a região norte, incluindo Caracas, sendo os mais fortes no país em mais de cem anos.
  • A cada hora que passa, a chance de resgate com vida diminui; especialistas apontam que até sete dias após o desastre a possibilidade fica em torno de cinco por cento.
  • A água é vital para o funcionamento do corpo; a desidratação grave pode levar à falência de órgãos, especialmente em condições de calor e esforço.
  • Em termos de resgate, crianças e bebês costumam ter vantagens por ocuparem espaços menores, mas adultos possuem maior probabilidade de ficarem presos, o que complica os trabalhos.

Quase dois dias após os tremores atingirem a Venezuela, as informações oficiais indicam que mais de 50 mil pessoas podem estar presas ou desaparecidas nos escombros. O governo venezuelano havia informado 200 mortos, e a Organização das Nações Unidas atualizou o número de vítimas para 920, com quase 3 mil feridos.

Os sismos ocorreram na noite de quarta-feira, quando dois tremores na sequência atingiram a região norte do país, incluindo Caracas. Os desdobramentos deixaram prédios derrubados e um rastro de destruição na capital e arredores. Trata-se dos tremores mais fortes no país em mais de um século.

As equipes de resgate trabalham sob pressão, já que a cada hora que passa as chances de encontrar pessoas vivas reduzem. Especialistas destacam que fatores como posição da vítima, acesso a ar e água, clima e condições de saúde influenciam as probabilidades de resgate.

Água é fundamental

A água é essencial para a sobrevivência, principalmente quando há escassez de suprimentos. De acordo com especialistas, a desidratação agrava rapidamente o quadro, prejudicando a função de órgãos e o equilíbrio metabólico.

Condições climáticas e hidratação

O calor pode intensificar a desidratação, dificultando a conservação de água no corpo. As regiões atingidas têm registrado temperaturas próximas a 27ºC, o que eleva os riscos para quem permanece sob os escombros.

Alimentos e energia

O organismo também depende de nutrientes para manter funções vitais. Em situações de privação, o corpo recorre a reservas de energia no fígado e nas gorduras, o que pode levar a perda de peso, fraqueza e maior vulnerabilidade a infecções. Bebês e crianças costumam ter necessidades energéticas rápidas, o que aumenta a complexidade dos resgates e dos atendimentos médicos.

As autoridades ressaltam que, embora muitas resgates ocorram nas primeiras 24 horas, há casos de pessoas retiradas de espaços confinados após períodos prolongados. A população aguarda por informações oficiais sobre o andamento das operações de busca e pelos próximos boletins sobre o saldo humano.

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