- Suspeitos envolvidos no atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos foram presos na manhã deste domingo em Guaianases, zona leste de São Paulo; possuem 52, 40 e 24 anos.
- Imagens de câmeras de segurança indicam monitoramento prévio: dois homens aparecem se aproximando, acompanhando o carro branco e a motocicleta vermelha antes de o ataque ocorrer na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul.
- O tenente foi atingido na cabeça e socorrido por helicóptero da Polícia Militar; permanece internado em estado gravíssimo, mas estável, na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
- Um dos suspeitos confessou participação no crime; os investigadores seguem apurando as circunstâncias e o envolvimento dos detidos.
- Ronickson Pimentel dos Santos é irmão mais velho de Eloá Cristina Pimentel, jovem morta em 2008 após cárcere privado do ex-namorado, caso que ganhou grande repercussão nacional.
Uma câmera de segurança registrou o momento exato em que suspeitos de atirar contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, 39 anos, passaram pela rua da academia onde a vítima estava, em São Caetano do Sul. O oficial é irmão mais velho de Eloá Cristina Pimentel, morta em 2008 em Santo André após cárcere privado pelo ex-namorado Lindemberg Alves. O ataque ocorreu na manhã de domingo, segundo a investigação.
As imagens mostram um homem em moto vermelha que estaciona perto do estabelecimento por volta de 11h18, espera um carro branco, desce com o capacete na mão, entra no veículo e atira depois de sair. Em seguida, um segundo homem deixa o carro usando o capacete e ambos fogem pela Avenida Goiás, onde houve os disparos contra o policial.
Em outra câmera, o tenente aparece à paisana em uma motocicleta, parando no semáforo pouco antes dos tiros. Ele foi socorrido de helicóptero pelo Águia, da Polícia Militar, e encaminhado ao Hospital Mário Covas, em Santo André, com quadro de emergência.
Prisões na zona leste
Três suspeitos, com idades de 52, 40 e 24 anos, foram capturados na manhã deste domingo em Guaianases, zona leste de São Paulo. A PM informou que eles teriam prestado apoio logístico e de transporte no dia do atentado; um deles confirmou participação no crime. O mais novo deve ser liberado, segundo as autoridades.
Os detidos foram apresentados ao DHPP, que continua as diligências para esclarecer o caso. O policial ingressou na PM em 2009, após servir como fuzileiro naval entre 2006 e 2009, e passou a integrar o batalhão de choque em 2019. A defesa de Eloá, eleita pela família, já confirmou que a investigação segue os seus autos.
O estado de saúde do tenente permanece grave, porém estável, na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Estadual Mário Covas, com monitoramento neurológico contínuo.
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