- A Polícia Civil revelou que o Distrito Federal era o “cérebro” operacional do golpe do falso advogado, em operação chamada Fake Adv que cumpriu 26 mandados em sete estados.
- Os estados alvo foram Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Goiás, Maranhão e o Distrito Federal.
- Em Brasília, o núcleo de execução do golpe atuava; em Goiás, o grupo ficava responsável pelo aspecto financeiro e pelas “contas de passagem” para lavar o dinheiro.
- Os criminosos se passavam por defensores para cobrar pagamentos de clientes que aguardavam a liberação de valores judiciais, utilizando acesso indevido ao sistema e-SAJ e contas de e-mail falsas.
- A operação mobilizou sessenta policiais civis de Goiás, com apoio de duas equipes da Delegacia Estadual de Investigações Criminais de São Paulo, e resultou na apreensão de documentos fraudados, celulares e outros dispositivos; o material será analisado para mapear prejuízos e novas vítimas.
O Distrito Federal era o núcleo operacional de uma organização criminosa especializada no golpe do falso advogado, segundo a Operação Fake Adv. A ação ocorreu com apoio da Polícia Civil de Goiás (PCGO) em parceria com a Polícia Civil de São Paulo (PCSP).
Ao todo, foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão em sete estados: Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Goiás, Maranhão e o Distrito Federal. A divisão interna da organização mantinha funções distintas entre núcleo financeiro, contas de passagem e execução do golpe.
Os investigadores apontam que o grupo atuava de maneira altamente segmentada. Em Brasília, ficava o núcleo de execução, responsável pelo acesso indevido ao sistema e-SAJ e pela operação de contas de e-mail falsas usadas para enganar as vítimas.
A operação contou com a participação de 60 policiais civis goianos e duas equipes da Deic de São Paulo. Foram localizados suspeitos, identificados coautores e apreendidos documentos fraudados, celulares e dispositivos utilizáveis em invasões digitais.
Em Goiás, 12 mandados de busca foram cumpridos em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Abadia de Goiás, Trindade e Jataí. Os materiais apreendidos no DF e nos demais estados serão analisados para mapear o alcance do golpe e identificar novas vítimas.
Desdobramentos
A investigação continua para quantificar o prejuízo causado e confirmar toda a estrutura da quadrilha. O material coletado será encaminhado a perícia e servirá para avançar em novas frentes de apuração.
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