- O ciclo junino já é reconhecido como manifestação da cultura nacional desde 2023, e as quadrilhas juninas passaram a ter reconhecimento próprio em 2024.
- O registro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) difere de reconhecer apenas como patrimônio; envolve avaliação da continuidade histórica, memória de grupo e risco de desaparecimento.
- Alguns exemplos já reconhecidos: Forró como Patrimônio Cultural do Brasil desde 2021; Bumba-meu-boi do Maranhão, Boi-bumbá do Médio Amazonas e Parintins, Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio de Barbalha e Banho de São João de Corumbá e Ladário.
- Existem reconhecimentos estaduais, como São João de Caruaru (Pernambuco) desde 2009 e o Maior São João do Mundo, em Campina Grande (Paraíba), desde 2011.
- A proteção patrimonial deve acompanhar a prática: preservar sem congelar a tradição, garantindo que comunidades moldem e atualizem saberes, rituais e formas de participação.
A festa junina continua a ocupar espaços públicos e privados sem depender de reconhecimento oficial. Mas, ao entrar no campo do patrimônio imaterial, passa a ser vista sob o prisma de proteção, memória e identidade. Observa-se um debate sobre o que precisa ser resguardado.
O processo de patrimonialização valoriza a continuidade histórica, o vínculo com a identidade e a memória de comunidades, além do risco de desaparecer. O Iphan coordena o registro federal, com participação de grupos, associações e instituições locais.
O reconhecimento não transforma a festa em patrimônio apenas pela data no calendário. Ele eleva a celebração a uma expressão cultural que pode ganhar salvaguarda e protagonismo comunitário, deslocando o olhar do turismo para a vida social envolvida.
O Brasil já reconhece as festas juninas e as quadrilhas como manifestações da cultura nacional, desde 2023, enquanto o selo de patrimônio imaterial segue exigindo processo próprio junto ao Iphan. Em 2024, as quadrilhas passaram a figurar nesse reconhecimento.
Entre os exemplos nacionais, destacam-se: o Forró, reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil desde 2021; o Bumba-meu-boi do Maranhão, registrado em 2011 e reconhecido pela UNESCO em 2019; e o Boi-bumbá do Médio Amazonas e Parintins, registrado em 2018.
Festas locais também demonstram a diversidade do ciclo junino. Caruaru, no Pernambuco, é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial desde 2009; Campina Grande, na Paraíba, teve o maior São João declarado patrimônio estadual em 2011. Essas chancelas refletem a abrangência regional do ciclo.
Para especialistas, a proteção não impede a transformação da festa. A ideia é que comunidades continuem protagonistas, mantendo saberes, rituais e significados, enquanto a prática se adapta com o tempo.
Ainda há muito a catalogar, como procissões, rezas, culinárias locais e modos de organização de arraiais. A educação sobre o tema nas escolas é apontada como crucial para ampliar o alcance do patrimônio imaterial.
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