Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Homem admite culpa em fraude que prejudicou o gerente de Bruce Springsteen

Thomas Doyle admite fraude eletrônica envolvendo a Courbet que chegou a Jon Landau, gerente de Bruce Springsteen; pode pegar até vinte anos e perder os valores.

Gustave Courbet, *Mother and Child on a Hammock*, 1844.
0:00
Carregando...
0:00
  • Thomas Doyle se declarou culpado em tribunal federal de Manhattan por fraude eletrônica ligada a uma pintura de Gustave Courbet, que acabou na coleção de Jon Landau, gerente de Bruce Springsteen.
  • Doyle convenceu o marchand Patrick Matthiesen a enviar a obra, prometendo intermediar sua venda, com Matthiesen confiando nele para a transação.
  • Segundo as autoridades, Doyle alegou ter vendido a pintura por $550.000 em agosto de 2024, o que, na prática, não ocorreu; a obra foi consignada a uma galeria de Manhattan por um preço muito menor.
  • A galeria vendeu a obra a Landau por $125.000; Doyle teria ficado com a maior parte do dinheiro, apresentando repetidas explicações falsas sobre o pagamento.
  • Como parte do acordo de confissão, Doyle enfrenta pena máxima de até vinte anos de prisão e deverá perder os recursos obtidos com a venda; a sentença está marcada para novembro.

Thomas Doyle, descrito por um juiz federal como “criminal de carreira”, reconheceu culpa nesta sexta-feira por fraude eletrônica envolvendo uma pintura de Gustave Courbet que chegou à coleção de Jon Landau, gerente de Bruce Springsteen. Doyle admitiu o esquema em tribunal federal de Manhattan.

Segundo as autoridades, Doyle convenceu o negociante londrino Patrick Matthiesen a enviar a obra Mother and Child on a Hammock, cerca de 1848, sob a promessa de intermediar a venda. O acordo indicava venda por 550 mil dólares em agosto de 2024, o que nunca ocorreu, segundo a acusação.

A fraude envolve a consignação da obra a uma galeria de Manhattan a um preço bem inferior ao esperado. Meses depois, a galeria comercializou o quadro por 125 mil dólares a Landau, com Doyle supostamente embolsando a maior parte do dinheiro e apresentando justificativas falsas ao negociante.

Contexto do caso e próximos passos

O procurador estadual US Jay Clayton afirmou que Doyle fraudou o proprietário ao dizer mentiras para obter a pintura e manter os lucros. O acordo de pleas implica a confissão de um único cargo de fraude eletrônica, com pena máxima de 20 anos, e a perda dos recursos obtidos com a venda.

Doyle deve cumprir sentença em novembro. A investigação foi conduzida pela Equipe de Crimes contra a Arte do FBI, que prendeu Doyle em novembro de 2025.

Histórico do réu e desfechos anteriores

O caso destaca um histórico disciplinado por fraudes em arte, com Doyle já envolvido em casos anteriores. Em 2007, foi condenado por fraude envolvendo uma escultura roubada de Degas, vendida a uma galeria. Em 2011, outra fraude relacionada a uma compra de Corot foi alvo de decisão judicial dura.

Patrick Matthiesen não respondeu aos contatos da reportagem. Landau e seus representantes não comentaram até o fechamento desta matéria.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais