- A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, foi presa em um hotel de Itabira, região central de Minas Gerais, sob suspeita de ter matado o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76.
- Segundo o delegado, Paola confessou o crime “informalmente” e relatou ter tido um surto psicótico, ouvindo vozes que mandavam matar as vítimas; afirmou que se arrependeu.
- A investigação aponta que Paola foi contratada para um serviço de limpeza no apartamento no centro-sul de Belo Horizonte e, ao encontrar dinheiro, joias e relógios, decidiu roubá-los após dopar o casal.
- De acordo com a polícia, ela colocou quatro comprimidos de medicamento psiquiátrico em um suco preparado pela idosa, deixou o casal sonolento e, enquanto eles dormiam, atacou o advogado com uma faca e, em seguida, matou a empresária.
- A defesa afirma que Paola tem histórico pessoal “extremamente conturbado” e diagnóstico de doença psiquiátrica; o advogado informou que apresentará defesa técnica e estudos para eventual pedido de insanidade mental quando for oportuno.
A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, foi presa sob suspeita de assassinato de um casal em Belo Horizonte. O crime ocorreu em um apartamento no centro-sul da cidade. A suspeita ainda era investigada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (2). Segundo as apurações, Paola foi contratada para serviços de limpeza e, durante a ligação com o casal, decidiu furtar dinheiro, joias e relógios encontrados no local.
A Polícia Civil informou que Paola dopou as vítimas antes de atacar. O suposto método envolvia dar um sonífero a quatro comprimidos misturado a um suco preparado pela idosa. Após dormirem, a diarista teria entrado no quarto para pegar os objetos, atingindo primeiro o advogado ainda acordado e, em seguida, a empresária. As lesões indicam tentativa de defesa por parte de ambos.
Ela foi presa nesta quinta, em um hotel de Itabira, região central de Minas Gerais. A defesa afirma que a história será apresentada no momento processual adequado. A investigação aponta que Paola deixou roupas com manchas de sangue em uma lixeira próxima ao local do crime.
Detalhes e versão da defesa
O delegado responsável afirmou à Record que a diarista relatou ter passado por um surto psicótico e ter ouvido vozes que a orientavam a matar as vítimas. Ele disse que Paola demonstrou arrependimento durante o interrogatório. A defesa destacou que Paola tem histórico pessoal considerado extremamente conturbado e diagnóstico de doença psiquiátrica.
O advogado Bruno Correa Lemos afirmou que documentos médicos ainda não chegaram e que, ao analisá-los, poderá avaliar se há possibilidade de pedir insanidade mental durante o andamento processual. A investigação continua para esclarecer o contexto do crime e a linha de ação da suspeita.
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