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Entidades da defesa do jornalismo repudiam assédio de Vorcaro a Malu Gaspar

Entidades de jornalismo repudiaram ataques e cooptação contra Malu Gaspar; PF investiga acesso a dados pessoais e tentativas de silenciar reportagens

A colunista d"O Globo, Malu Gaspar. (Foto: Luiz Munhoz / Fronteiras do Pensamento)
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  • Entidades de defesa do jornalismo, Abraji e ANJ, repudiaram o assédio à jornalista Malu Gaspar e as tentativas de cooptação ligadas ao caso do Banco Master.
  • A Polícia Federal identificou mensagens que indicam a tentativa de comprometer a jornalista para frear reportagens sobre investigações envolvendo o Banco Master, com participação do publicitário Thiago Miranda.
  • Segundo as mensagens, o empresário Daniel Vorcaro buscou obter informações sigilosas da jornalista, incluindo dados de familiares, contas bancárias e endereço residencial.
  • A ANJ classificou a conduta como “métodos mafiosos” e pediu investigação imediata sobre o acesso aos dados da jornalista, ressaltando a proteção legal prevista pela LGPD; a Abraji destacou ataques misóginos a jornalistas.
  • As entidades reforçaram a importância do livre exercício da imprensa e da proteção de jornalistas no Estado Democrático de Direito, mantendo solidariedade à Malu Gaspar.

Entidades de defesa do jornalismo repudiaram nesta quinta-feira ataques a Malu Gaspar, colunista do O Globo e comentarista da GloboNews. O repúdio chegou às redes após a publicação de reportagens sobre conversas envolvendo o Banco Master.

A Polícia Federal identificou mensagens que mostram a tentativa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, de comprometer a jornalista. O objetivo era frear investigações em curso sobre os negócios do banco.

O publicitário Thiago Miranda, empresário da agência Mithi, foi acionado para apurar detalhes da vida pessoal de Gaspar e buscar formas de interromper o trabalho, com oferta de atuação profissional como contrapeso.

A defesa de Vorcaro informou à Gazeta do Povo que não se pronunciará sobre a apuração. A defesa de Miranda afirmou não ter acesso às mensagens e repudiou o que chamou de vazamento seletivo.

Contexto e reação

Para a Abraji, Gaspar sofreu ataques misóginos após a reportagem sobre conversas entre autoridades federais e o Banco Central. A entidade destacou a importância de defender o trabalho jornalístico diante de violência digital.

A ANJ classificou as ações como “métodos mafiosos” e pediu investigação sobre o acesso a dados pessoais. A associação enfatizou que jornalistas devem atuar livres, sob proteção legal e da LGPD.

Posições oficiais

Ambas as entidades permanecem em vigília e solidariedade à jornalista. Reforçam a necessidade de apurar responsabilidades e proteger profissionais que cobrem temas de poder e finanças.

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