- Entidades de defesa do jornalismo, Abraji e ANJ, repudiaram o assédio à jornalista Malu Gaspar e as tentativas de cooptação ligadas ao caso do Banco Master.
- A Polícia Federal identificou mensagens que indicam a tentativa de comprometer a jornalista para frear reportagens sobre investigações envolvendo o Banco Master, com participação do publicitário Thiago Miranda.
- Segundo as mensagens, o empresário Daniel Vorcaro buscou obter informações sigilosas da jornalista, incluindo dados de familiares, contas bancárias e endereço residencial.
- A ANJ classificou a conduta como “métodos mafiosos” e pediu investigação imediata sobre o acesso aos dados da jornalista, ressaltando a proteção legal prevista pela LGPD; a Abraji destacou ataques misóginos a jornalistas.
- As entidades reforçaram a importância do livre exercício da imprensa e da proteção de jornalistas no Estado Democrático de Direito, mantendo solidariedade à Malu Gaspar.
Entidades de defesa do jornalismo repudiaram nesta quinta-feira ataques a Malu Gaspar, colunista do O Globo e comentarista da GloboNews. O repúdio chegou às redes após a publicação de reportagens sobre conversas envolvendo o Banco Master.
A Polícia Federal identificou mensagens que mostram a tentativa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, de comprometer a jornalista. O objetivo era frear investigações em curso sobre os negócios do banco.
O publicitário Thiago Miranda, empresário da agência Mithi, foi acionado para apurar detalhes da vida pessoal de Gaspar e buscar formas de interromper o trabalho, com oferta de atuação profissional como contrapeso.
A defesa de Vorcaro informou à Gazeta do Povo que não se pronunciará sobre a apuração. A defesa de Miranda afirmou não ter acesso às mensagens e repudiou o que chamou de vazamento seletivo.
Contexto e reação
Para a Abraji, Gaspar sofreu ataques misóginos após a reportagem sobre conversas entre autoridades federais e o Banco Central. A entidade destacou a importância de defender o trabalho jornalístico diante de violência digital.
A ANJ classificou as ações como “métodos mafiosos” e pediu investigação sobre o acesso a dados pessoais. A associação enfatizou que jornalistas devem atuar livres, sob proteção legal e da LGPD.
Posições oficiais
Ambas as entidades permanecem em vigília e solidariedade à jornalista. Reforçam a necessidade de apurar responsabilidades e proteger profissionais que cobrem temas de poder e finanças.
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