- Famílias das 62 vítimas acessaram a transcrição dos diálogos gravados na cabine do voo 2283, momentos antes da queda em Vinhedo, agosto de 2024.
- O material integra o laudo pericial da Polícia Federal, apresentado aos familiares e aos advogados em Campinas; apenas a versão transcrita foi disponibilizada, sem os áudios originais.
- O advogado Luciano Katarinhuk afirma que o laudo, com mais de duzentas páginas, aponta indícios que podem levar a indiciamentos; as conclusões dependem da análise em andamento e não foram anexadas aos autos.
- O laudo levou à convocação de novas pessoas para depor como investigadas; a juntada do documento ao processo ocorrerá após essas oitivas e o relatório final.
- As famílias ressaltam a busca por justiça e citam falhas que podem ter contribuído para o acidente, destacando negligência e falhas de manutenção; esperam que o caso seja encaminhado ao Ministério Público Federal em até trinta dias.
Pelo menos 62 famílias das vítimas do acidente com o voo 2283 da Voepass tiveram acesso, nesta terça-feira (30), à transcrição dos diálogos gravados na cabine momentos antes da queda. O material foi apresentado pela Polícia Federal aos parentes em Campinas (SP).
O laudo pericial da PF, que soma mais de 200 páginas, poderá embasar indiciamentos. Investigadores mostraram aos familiares os principais trechos, sem disponibilizar os áudios originais. A análise levanta a possibilidade de responsabilização criminal.
Os advogados que atuam como assistentes de acusação informaram que o documento ainda depende de análise e não foi anexado aos autos pelo delegado. Novas testemunhas devem prestar depoimento como investigadas, não apenas como declarantes.
Progresso da investigação
A expectativa é que o laudo seja juntado ao processo após as oitivas, junto ao relatório final. Partes apontam que as conclusões indicam responsabilidade de quem autorizou o voo, ainda nesta fase do inquérito.
A presidente da associação de familiares, Fátima Albuquerque, afirmou que a busca é por justiça. Ela destacou a necessidade de reconhecer falhas graves e alertar o setor para prevenir tragédias similares.
Sobre as causas, a família mencionou uma cadeia de falhas, incluindo manutenção, comunicação e decisões que expuseram a tripulação a riscos. A defesa de vítimas cobra responsabilidade de eventuais responsáveis.
Entre os pontos de maior atenção, havia a possibilidade de verificar se houve ativação do sistema de degelo da aeronave durante o episódio. A PF analisa várias hipóteses desde o início da apuração.
Os advogados das vítimas ressaltaram que o áudio da cabine integra o conjunto de provas. Em breve, aguardam que a PF conclusão do inquérito nos próximos 30 dias e encaminhamento ao Ministério Público Federal.
Entre na conversa da comunidade