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História do Museu Afro e de Emanoel Araujo se cruzam em exposição

Exposição no Museu Afro Brasil revisita acervo pela curadoria que privilegia o olhar de Emanoel Araujo, reunindo duzentos itens africanos

Exposição "Afríquia: o artista como colecionador", no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
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  • Exposição Afríquia: o Artista Como Colecionador fica no Museu Afro Brasil, com mais de duzentos itens entre esculturas, máscaras e fotos de culturas africanas, até 13 de setembro.
  • A curadoria parte do olhar do fundador da instituição, Emanoel Araujo (1940–2022), para organizar as peças.
  • A mostra traz a xilogravura Afríquia e documentos como a primeira nota fiscal de compra de obras africanas por Araujo.
  • Além de peças de Nigéria e Benim, a exposição valoriza a matriz iorubá, presente no projeto museológico e na obra do artista.
  • Entre os destaques estão as salas de Ibejis com quatro esculturas, máscaras como Gueledé, Egungun e Mapiko (Maconde, Moçambique), além de um mapa que aponta as origens das peças.
  • Local: Ibirapuera, portão 10, avenida Pedro Álvares Cabral, s/n, Vila Mariana, região sul. Horário: ter a dom, 10h às 17h. Ingresso: R$ 15,00.

A exposição Afríquia: o Artista Como Colecionador fica no Museu Afro Brasil e reúne mais de 200 itens entre esculturas, máscaras e fotografias de várias culturas africanas. A curadoria privilegia o olhar do fundador da instituição, Emanoel Araujo, que comandou o museu até sua morte em 2022. A mostra fica em cartaz até 13 de setembro.

Desenvolvida pela curadora Gabrielle Nascimento, a mostra não segue a organização tradicional por tempo ou etnografia. Em vez disso, privilegia a trajetória de Araujo, cujas escolhas moldaram o acervo e a leitura da coleção. A exposição destaca a série de xilogravuras Afríquia, que deu título ao conjunto.

A seleção reúne peças de origem diversificada, com foco na Nigéria e no Benim, e mantém a matriz iorubá como fio condutor. Os núcleos apresentados incluem esculturas, máscaras, fotografias, tecidos, discos e livros. Um mapa na entrada aponta as origens geográficas das obras.

Peças-chave e percurso museológico

Entre as obras, a primeira chave de leitura é Relevo, de Araujo, com referências aos orixás e à reinterpretação da África na produção do artista. Fotografias de viagens orientam o entendimento da construção da coleção ao longo do tempo.

No espaço dedicado aos Ibejis, aparecem quatro esculturas ligadas ao culto iorubá dos gêmeos, vistos como bênção. Máscaras integram o conjunto, destacando Gueledé, Egungun e Mapiko, este último ligado a rituais do povo maconde, em Moçambique. Mapiko é a peça mais antiga do acervo, exibida pela primeira vez antes da fundação da instituição.

Informações práticas

A exposição está instalada no Museu Afro Brasil, no Parque Ibirapuera, portão 10. Permanece aberta de terça a domingo, das 10h às 17h. Ingressos custam 15 reais, com valor inteiro. A curadoria enfatiza que a mostra oferece uma leitura que amplia contextos e aborda a arte africana sem filtros coloniais, buscando maior diversidade de perspectivas.

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