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Pilotos sabiam de falhas graves na aeronave antes do acidente que matou 62

Investigações apontam que o sistema antigelo falhou no voo anterior; a tripulação considerou reduzir altitude para evitar gelo, mas não houve ajuste

Pilotos sabiam de problemas graves na aeronave antes do acidente que matou 62 há dois anos
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  • A Polícia Federal aponta que o sistema de degelo da aeronave já apresentava falhas no voo anterior, entre Guarulhos (SP) e Cascavel (PR), e os pilotos sabiam disso.
  • Mesmo com o problema conhecido, o mesmo avião foi escalado para o voo seguinte, Cascavel a Guarulhos.
  • O relatório indica que, diante da previsão de gelo e das falhas no antigelo, poderiam ter trocado de aeronave, mudado a rota ou o nível de voo, mas isso não ocorreu.
  • No voo de 9 de agosto, a tripulação reconheceu a falha no sistema antigelo e discutiu reduzir a altitude para evitar gelo, mas a aeronave manteve o nível previsto e caiu 1h21 após a decolagem, matando 62 pessoas.
  • A investigação da Polícia Federal deve terminar nos próximos dias, com possíveis responsabilizações criminais e cíveis; Cenipa também apura o caso, e a defesa da Voepass não comentou.

O acidente aéreo que matou 62 pessoas há dois anos foi registrado pela Polícia Federal como o episódio mais grave envolvendo uma aeronave de grande porte no Brasil. A investigação aponta que falhas no sistema antigelo já haviam ocorrido no voo anterior, entre Guarulhos, em São Paulo, e Cascavel, no Paraná, antes da tragédia.

Segundo o material obtido pela PF, mesmo com o problema conhecido, a aeronave foi escalada para o voo seguinte, ligando Cascavel a Guarulhos. O relatório indica que, diante da previsão de gelo intenso, poderia ter ocorrido a troca de equipamento, alteração de rota ou de altitude, medidas que não foram adotadas.

Um áudio registrado a bordo no dia do acidente revela conhecimento prévio da falha no sistema. A tripulação discute a possibilidade de voar em altitude menor para evitar a formação de gelo, mas a aeronave manteve o plano original e caiu cerca de uma hora e 21 minutos após a decolagem.

Panorama da investigação

A PF deve apresentar as conclusões do inquérito nos próximos dias, com possíveis responsabilizações criminais e civis. A defesa da empresa não se manifestou até o momento. O caso também é acompanhado pelo Cenipa, órgão da Força Aérea Brasileira responsável pela investigação de acidentes aeronáuticos.

Contexto técnico

As informações indicam falhas no sistema de degelo identificadas antes do voo fatal. A análise busca esclarecer se houve falha operacional, falha de manutenção ou falha de comunicação entre equipes responsáveis pelo planejamento de voo e operação da aeronave.

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