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Primo que indicou diarista no caso de casal morto BH afirma não conhecer Paola

Primo que indicou diarista para casal morto em BH diz que Paola enfrentava dívidas e uso de tarja preta; suspeita foi presa em Itabira

Paola estava no primeiro dia de trabalho na casa
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  • Em 30 de junho, um casal de idosos foi encontrado morto a facadas no bairro São Pedro, em Belo Horizonte.
  • Paola Stephany Neto Cirino, de 30 anos, diarista indicada pelo primo das vítimas, foi presa na madrugada de 2 de julho em Itabira, acompanhada do filho de seis anos.
  • O primo afirmou que Paola relatou dívidas com agiotas e ameaças, chegou a receber R$ 5 mil para registrar denúncia e, depois, passou a apresentar mudanças de comportamento e passou a tomar muitos remédios tarja preta.
  • A investigação aponta que Paola dopou o casal com uma mistura de remédios para depressão e, em seguida, os atacou com facas; houve arrombamento de uma gaveta com semijoias e os celulares sumiram; imagens de câmeras mostram a diarista entrando e saindo com roupas de Maria Clotilde.
  • A polícia investiga a possível participação de outra pessoa no crime; a investigação segue para esclarecer motivações e eventual ajuda externa.

Pouco antes do meio da semana, um caso grave repercute em Belo Horizonte. Um casal idoso foi morto a facadas na tarde de 30 de junho, na residência do bairro São Pedro. A diarista Paola Stephany Neto Cirino, de 30 anos, foi presa na madrugada desta quinta-feira em Itabira, após o crime ter sido registrado.

O casal vítima esclarece o que aconteceu: Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, foi encontrada na sala com múltiplas feridas; Cláudio Atala Inácio, de 75, estava sobre a cama com lesões extensas. A perícia constatou várias perfurações e gaivota de defesa, sugerindo reação. Segundo delegado, a acusada confessou ter desferido os golpes após dopar as vítimas.

A diarista havia sido indicada pelo primo do casal, que a conhecia do trabalho doméstico. Ele afirma que Paola relatou em abril estar ameaçada por agiotas e temer pela segurança do filho, revelando dívidas e consumo de tarja preta. Ele pagou R$ 5 mil para apoiá-la, pediu que registrasse denúncia e percebeu mudanças no comportamento posteriormente.

A última comunicação entre o casal e Paola ocorreu na semana anterior à tragédia, segundo o primo. Ele relata que Paola enviou fotos de remédios com tarja preta, sem prescrição, o que o levou a alertá-la sobre riscos à saúde. O advogado do casal, conhecido pela alegria, não tinha desavenças com ninguém, segundo o familiar.

Prisão e andamento da investigação

A prisão de Paola ocorreu na madrugada desta quinta-feira, na região central de Minas, acompanhada do filho de seis anos. A polícia investiga se houve participação de outra pessoa, com a possibilidade de auxílio externo ao crime. O delegado informou que novas informações devem situar motivações e formas de participação.

Imagens de câmera de segurança teriam registrado Paola entrando e saindo do prédio com roupas idênticas às usadas pela vítima na hora dos fatos. Ainda não foram localizados os celulares do casal, e a gaveta com semijoias estava arrombada, conforme laudos preliminares. A investigação continua para apurar todos os detalhes do caso.

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