Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Cine Marabá destaca arquitetura Art Déco entre cinemas antigos de São Paulo

Restauro realizado nos anos dois mil preservou traços art déco do Cine Marabá, que reabriu em 2009 mantendo monumentalidade e papel cultural no centro de São Paulo

Concebido em 1944 como espaço de convivência e representação social, o Cine Marabá associava-se à modernidade e à vida cultural paulistana
0:00
Carregando...
0:00
  • Cine Marabá, localizado no centro de São Paulo, é uma das obras mais marcantes da Cinelândia Paulistana e foi inaugurado entre 1944 e 1945.
  • A arquitetura é predominantemente art déco, com pé-direito elevado e sala monumental que acomodava mais de mil e quinhentos espectadores.
  • O projeto foi assinado por Domício de Almeida e Raul Rosa Duarte, da Sociedade Construtora Duarte; a fachada e o foyer passaram por restauração, mantendo elementos originais.
  • O cinema passou por restauração nos anos dois mil, com a sala de exibição dividida em cinco ambientes circulares; a reabertura ocorreu em maio de dois mil e nove.
  • Hoje, o Cine Marabá permanece em funcionamento, preservando a memória da Cinelândia e a história do centro cultural de São Paulo.

O Cine Marabá, localizado na Avenida Ipiranga, no centro de São Paulo, mantém sua fachada imponente e relembra a época em que era referência da Cinelândia Paulistana. Inaugurado entre 1944 e 1945, foi restituído nos anos 2000 para preservar suas características originais e sua função social.

O cinema surgiu no contexto de um centro urbano em transformação, buscando competir com salas de prestígio da época. Pertencente à Empresa Paulista Cinematográfica, o Marabá ficou ao lado do Cine Ipiranga, formando um polo cultural que marcou o período entre as décadas de 1930 e 1960.

A arquitetura do Marabá revela uma leitura do art déco com toques locais. A fachada apresenta repetição de vazados e ornamentos em relevo, enquanto o interior exibe pé-direito elevado, hall amplo e uma sala de exibição monumental com mais de 1.500 lugares.

O projeto, criado pelos arquitetos Domício de Almeida e Raul Rosa Duarte, refletia a transição de uma estética mais ornamentada para soluções funcionais. A obra também é destacada por sua relação com a vida social e cultural da cidade.

O nome do cinema carrega referências regionais, associando brasilidade e história marajoara. As marquises definem a entrada e a conexão com a calçada, enquanto a orientação em degraus acentua a monumentalidade do conjunto.

O interior preservou elementos originais, como bancos estofados e um balcão superior, reforçando a relação entre espaço público e espetáculo. O objetivo era manter a experiência de sala grande, ainda que adaptada para os padrões atuais.

Com capacidade para cerca de 1.655 espectadores, o Marabá foi um dos maiores da região. Em dias de estreia, as filas eram constantes, evidenciando o papel do cinema como evento social na cidade.

Entre as mudanças do restauro, a sala de exibição foi dividida em cinco ambientes: três no térreo em formato circular e dois no pavimento superior. Partes do piso, iluminação e cores históricas foram mantidas para conservar o espírito original.

A restauração, concluída em 2009, foi conduzida pelo casal de arquitetos Samuel Kruchin (fachada e foyer) e Ruy Ohtake (interiores). O objetivo foi manter a leitura do edifício, ao mesmo tempo em que modernizava a experiência de espectadores.

Desde a reabertura, o Cine Marabá funciona regularmente, mantendo vivo o vínculo do centro com a memória da Cinelândia e da vida cultural paulistana. A gestão aponta a importância de preservar bens tombados para a identidade urbana.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais