- A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o desaparecimento de Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, de 39 anos, desde a quinta-feira.
- A linha de apuração principal aponta para o desaparecimento voluntário.
- De acordo com o boletim, Dayanne saiu pela manhã para a casa da mãe, deixou os filhos com a avó e não voltou, e no celular havia conversas com pessoas que se identificavam como agiotas.
- Ao chegar à casa, o marido encontrou cartas de despedida e o telefone da esposa.
- Dayanne ficou conhecida por ter sido casada com o goleiro Bruno Fernandes e por atuar no caso Eliza Samudio, de 2010; não há confirmação de paradeiro no momento.
Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, 39 anos, está desaparecida em Minas Gerais desde a última quinta-feira (2). A Polícia Civil investiga o caso, conduzido pela Delegacia Especializada de Referência à Pessoa Desaparecida, e avalia a hipótese de desaparecimento voluntário. Dayanne não teve contato com a família desde o dia do sumiço.
Segundo o boletim de ocorrência, ela saiu de casa pela manhã para ir à casa da mãe. Horas depois, deixou os filhos com a avó e não retornou. Ao chegar à residência, o marido encontrou cartas de despedida e o celular da esposa, com mensagens de possível cobrança por dívidas.
Na linha do tempo, o caso envolve também informações de cobranças de agiotas e ameaças recebidas pela família, além de um veículo da casa ter sido supostamente levado. Dayanne teria embarcado, após deixar os filhos, em um ônibus com destino a São Paulo, e não houve mais contato com os parentes.
Relação com o caso Eliza Samudio
Dayanne ficou conhecida nacionalmente por ter sido casada com o goleiro Bruno Fernandes e por figurar nos desdobramentos do desaparecimento e assassinato de Eliza Samudio, em 2010. Na época, ela foi denunciada por sequestro e cárcere privado da criança Bruninho, fruto do relacionamento com Bruno, e chegou a ser julgada ao lado dele. Em 2013, foi absolvida pelo júri.
Bruno Fernandes foi condenado a mais de 22 anos de prisão pelos crimes que passaram pela ocultação de cadáver, homicídio e sequestro, entre outros. Dayanne e Bruno tiveram duas filhas; o casal já estava separado quando Eliza foi assassinada.
Dívidas, ameaças e movimento após o desaparecimento
Conforme informações repassadas pela Polícia Civil, Dayanne enfrentava dificuldades financeiras e acumulava dívidas com agiotas. Cobranças passaram a ocorrer na residência da família, com relatos de ameaças. Em certo momento, um veículo da família teria sido levado.
Relatos indicam que, após deixar os filhos com a mãe, Dayanne seguiu em ônibus com destino a São Paulo. Desde então, não houve novo contato com os familiares, conforme apurado pela investigação.
Investigações continuam
O caso permanece em apuração, com a polícia buscando esclarecer as circunstâncias do desaparecimento desde a saída de Dayanne de casa. Não há confirmação oficial sobre o paradeiro ou as circunstâncias que levaram ao sumiço.
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