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Família de técnico internado na França busca trazer de volta ao DF

Família de técnico de tênis no DF luta pela repatriação médica na França; custo de US$ 265 mil supera seguro e mobiliza vaquinha

Júlio César da Rocha, o Césinha, tem 45 anos e é treinador da tenista Jade Lanai - (crédito: Reprodução/Instagram)
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  • Brasileiro Júlio César da Rocha, professor de tênis do Distrito Federal, está internado em estado grave na França após diagnóstico de dermatomiosite associada à pneumocistose, com comprometimento pulmonar.
  • Ele segue hospitalizado sob coma induzido há dezoito dias, após internação no Hospital Georges-Pompidou, em Paris.
  • A repatriação médica ao Brasil está estimada em US$ 265 mil, pouco mais de US$ 100 mil já assegurados pela seguradora, gerando uma diferença de cerca de R$ 900 mil para a família.
  • Amigos e familiares lançaram uma vaquinha que já arrecadou aproximadamente R$ 100 mil; a família também busca vaga no Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento no Brasil.
  • O Consulado-Geral do Brasil em Paris acompanha o caso, oferecendo suporte aos familiares e contato com a equipe médica.

A família de Júlio César da Rocha busca repatriação médica de um treinador brasileiro internado na França após diagnóstico grave. Rocha, professor de tênis no Distrito Federal, foi submetido a diagnóstico de dermatomiosite associada à pneumocistose, doença autoimune que comprometeu seus pulmões, durante férias e acompanhamento de um torneio em Paris.

A internação ocorreu no Hospital Georges-Pompidou, em Paris, após ele apresentar cansaço intenso, diarreia persistente e fraqueza. O quadro levou a saturação de oxigênio baixa e aumento da frequência cardíaca, impossibilitando retorno ao Brasil naquela fase.

O tratamento tem se estendido por semanas: o brasileiro permanece hospitalizado há 38 dias, com 18 em coma induzido, enquanto a equipe médica avalia opções de manejo clínico e de recuperação. A família ainda tenta viabilizar o retorno ao Brasil para continuidade do tratamento.

Vaquinha e tratamento no Brasil

A repatriação aeromédica custa cerca de US$ 265 mil, sendo que o seguro de viagem cobre até US$ 100 mil. A diferença, estimada em aproximadamente US$ 165 mil (cerca de R$ 900 mil), precisa ser custeada pela família.

Amigos e parentes organizaram uma campanha de financiamento coletivo, que já arrecadou cerca de R$ 100 mil até o momento. A expectativa é conseguir vaga no Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento no Brasil, incluindo o eventual transplante de pulmões, já que Júlio César não possui plano de saúde.

A esposa relatou dificuldades iniciais com a barreira do idioma e com a compreensão do quadro clínico, recebendo auxílio de funcionários do hospital para comunicação. A campanha segue buscando apoio financeiro, institucional e de redes de contatos para acelerar a repatriação e a continuidade do tratamento.

Acompanhamento consular

O caso é acompanhado pelo Consulado-Geral do Brasil em Paris, que realiza visitas ao hospital, contato com a equipe médica e apoio aos familiares na busca por hospedagem. O Itamaraty informou que não há obrigação legal de custear transporte de cidadãos doentes, mas oferece assistência.

Como ajudar

Os familiares operam uma chave PIX para doações, em nome de Leilza Aquino. Também é possível contribuir pela vaquinha online vinculada à campanha de repatriação e tratamento.

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