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Jornalistas pedem regulamentação da IA após portal usar fontes fictícias

Fenaj pede regulamentação da IA após portal publicar reportagem com fontes fictícias, destacando risco à credibilidade e à checagem de fatos

Federação afirma que uso de fontes inexistentes compromete a credibilidade
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  • A Fenaj criticou a reportagem publicada pelo Giro 10, no portal Terra, que utilizou inteligência artificial e entrevistas simuladas com especialistas inexistentes.
  • O texto, intitulado “Fibras em excesso: especialistas alertam para efeitos colaterais de tendência das redes sociais”, citou personagens como o “nutricionista clínico imaginário” Dr. Rafael Martins e a “gastroenterologista fictícia” Dra. Helena Costa.
  • A entidade afirma que o uso de fontes fictícias em matéria sobre saúde compromete a credibilidade, a checagem de fatos e a responsabilidade editorial, apresentando as informações como conteúdo jornalístico real.
  • A Fenaj defende regulamentação clara para o uso da IA no jornalismo, com regras de transparência, responsabilidade editorial e limites éticos, além de ampliar o debate com empresas de comunicação e o Congresso Nacional.
  • O portal R7 informou ter buscado a empresa Terra para obter resposta às críticas da Fenaj.

A Fenaj, Federação Nacional dos Jornalistas, criticou a publicação de uma matéria do Giro 10, hospedado no Portal Terra, que utilizou inteligência artificial para apresentar entrevistas simuladas com especialistas inexistentes. O texto tratava de saúde e sugeria que as declarações eram de profissionais fictícios.

Segundo a entidade, reproduzir falas de fontes que não existem em uma reportagem apresentada como jornalística afronta princípios básicos da profissão e compromete a credibilidade do jornalismo. A Fenaj afirmou que o episódio exige rigor na checagem de fatos e transparência editorial.

A nota da Fenaj aponta que o uso de linguagem jornalística para confundir leitores com fontes falsas mina a confiança do público e pode colocar em risco valores como verificação independente e responsabilidade editorial. A entidade também debate impactos da IA sobre condições de trabalho na área.

A Federação defende a criação de regras claras para o uso da tecnologia na produção de conteúdo jornalístico e aponta a necessidade de regulamentação que proteja princípios como credibilidade e compromisso social. A ausência de normas é visto como incompatível com o papel informativo da imprensa.

A Fenaj planeja ampliar o debate sobre o tema e incentivar jornalistas a pressionar empresas de comunicação e o Congresso Nacional. O objetivo é tornar a regulamentação da IA uma pauta prioritária na defesa do trabalho jornalístico.

O R7 informou que entrou em contato com o Portal Terra para obter respostas sobre as críticas da Fenaj e aguarda retorno. A reportagem em questão, intitulada Fibras em excesso, dizia usar IA e entrevistas simuladas com especialistas imaginários.

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