- A Justiça de São Paulo adiou o interrogatório do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu por feminicídio e fraude processual na morte da soldado Gisele Alves Santana, para 28 de agosto.
- O adiantamento ocorreu após a defesa pedir a complementação de um laudo pericial elaborado pelo Instituto de Criminalística.
- A fase de instrução deveria encerrar nesta sexta-feira, com o depoimento sendo o último ato antes das alegações finais e da pronúncia do réu.
- Ao longo de quatro dias de audiências, foram ouvidas trinta testemunhas, entre familiares da vítima, policiais e peritos.
- O tenente-coronel está preso preventivamente desde março; a defesa sustenta que Gisele Santana cometeu suicídio, enquanto a investigação aponta inconsistências na versão apresentada pelo oficial.
O interrogatório do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, 53 anos, foi adiado pela Justiça de São Paulo. Ele é réu por feminicídio e fraude processual na morte da soldado Gisele Alves Santana, 32, ocorrida em fevereiro deste ano.
A nova data para o depoimento, que encerraria a fase de instrução do processo, ficou marcada para 28 de agosto. A defesa solicitou a complementação de um laudo pericial elaborado pelo Instituto de Criminalística, motivo do adiamento.
A decisão foi tomada ao fim de quatro dias de audiências na 5ª Vara do Júri da Capital, onde 30 testemunhas foram ouvidas, incluindo familiares da vítima, policiais e peritos da investigação.
O andamento do processo indica que o interrogatório do réu será o último ato da instrução antes das alegações finais das partes e da decisão sobre a pronúncia para o Tribunal do Júri.
Segundo a defesa, o adiamento ocorreu porque a perita responsável pelo laudo apresentado no processo não respondeu completamente aos questionamentos do assistente técnico contratado pelos advogados. A Justiça acolheu o pedido para que o Instituto de Criminalística complemente o documento.
Geraldo Leite Rosa Neto está preso preventivamente desde março, respondendo pelos crimes de feminicídio e fraude processual. A vítima, Gisele Alves Santana, foi morta em fevereiro, e o caso ganhou tratamento especial após a Polícia Civil e a Polícia Científica apontarem inconsistências na versão inicialmente apresentada pelo oficial.
Laudos periciais e demais elementos do inquérito levaram a Promotoria a denunciar o tenente-coronel. A defesa sustenta que Gisele teria se suicidado, caso que continua sob análise pelas autoridades.
Enquanto o processo avança, o oficial foi transferido para a reserva remunerada da PM. A corporação abriu procedimento administrativo que pode resultar na perda de patente, conforme o desfecho das esferas judicial e administrativa.
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