Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ministro solta traficante do PCC, juiz de MG ordena nova prisão

STJ soltou Douglas de Azevedo Carvalho, o “Mancha”; nova ordem de Belo Horizonte mantém a prisão em investigação de homicídio de 2018

Messod Azulay Neto, do STJ, autorizou a soltura de Douglas de Azevedo Carvalho por entender que ele comprovou atividade lícita e possuir vínculos familiares; decisão foi revertida por nova ordem do 2º Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte, onde tramita a investigação sobre um homicídio ocorrido em 2018, no qual ‘Mancha’ é suspeito; Estadão busca contato com a defesa
0:00
Carregando...
0:00
  • O ministro Messod Azulay Neto, do STJ, autorizou a soltura de Douglas de Azevedo Carvalho, conhecido como “Mancha”, com base em provas de atividade lícita e vínculos familiares.
  • Antes da ordem ser cumprida, nova decisão do 2º Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte revogou a soltura e manteve Mancha preso.
  • Mancha é investigado por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa; ele foi preso em Francisco Sá, em Minas Gerais, após ser localizado na Bolívia em março.
  • Em Belforro, o 2º Tribunal do Júri decretou prisão temporária de 30 dias para apurar participação dele no homicídio de Paulo Roberto Ziviani Rodrigues, ocorrido em 2018.
  • A defesa aponta que Mancha tem 60% das cotas da empresa Subzero Delivery Bebidas e Derivados Ltda., residência fixa e é pai de três filhos; ele já rompeu tornozeleira e utilizou identidade falsa antes de fugir para a Bolívia.

O ministro Messod Azulay Neto, do STJ, autorizou a soltura de Douglas de Azevedo Carvalho, conhecido como “Mancha”, suspeito de tráfico e organização criminosa. A decisão ocorreu após a defesa comprovar atividade lícita e vínculos familiares. O alvará chegou a ser expedido pela Justiça de Minas Gerais, com medidas cautelares.

Douglas foi preso na Penitenciária de Francisco Sá, a 488 km de BH, em 15 de março, após ser localizado em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Ele estava foragido havia meses e era procurado pela Justiça Federal do Pará por possível participação em esquema que levou cocaína para Portugal.

A liberação prevista foi suspensa por nova ordem do 2º Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte, que manteve a prisão do acusado. A decisão foi proferida na segunda-feira, 2, ainda durante a investigação sobre um homicídio de 2018, ligado ao caso.

A decisão do STJ levou em conta que Mancha sustenta atuação econômica lícita como sócio majoritário da empresa Subzero Delivery Bebidas e Derivados Ltda., com 60% das cotas. Também foram destacadas residência fixa, vínculos familiares estáveis e o fato de ser pai de três filhos.

Mesmo com a previsão de medidas, o juiz do 2º Tribunal do Júri, Roberto Oliveira Araújo Silva, decretou nova prisão temporária de 30 dias. O magistrado citou indícios de participação no homicídio de Paulo Roberto Ziviani Rodrigues e a necessidade de manter a prisão para assegurar o andamento das diligências.

Antes de viajar à Bolívia, Douglas rompeu a tornozeleira eletrônica, deixou o Brasil e utilizou identidade falsa. O juiz apontou que a sequência de fatos evidencia risco às investigações e que medidas cautelares alternativas seriam insuficientes.

Contexto da investigação

A atuação de Mancha envolve a coautoria criminosa ligada ao PCC, com ligações a crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A apuração sobre o homicídio de 2018 tramita na comarca de Belo Horizonte, onde se concentram as diligências, oitivas e reconhecimentos necessários.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais