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Morte em rope jump: cor de cabelo livra instrutor de indiciamento

Suspeito com cabelo loiro é descartado; investigação foca dois novos suspeitos, após indiciamento de três instrutores.

Jovem foi jogada de rope jump sem equipamentos de segurança, em Limeira, no interior de São Paulo
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  • João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva, conhecido como Alemão, não é mais suspeito de sumir com a câmera que registrou a morte de Maria Eduarda Freitas; a decisão leva em conta a cor do cabelo do suspeito, que era loiro, conforme descrições de testemunhas.
  • O crime ocorreu em 13 de junho, na Ponte do Esqueleto, em Limeira, durante rope jump; a vítima foi arremessada sem estar presa à corda de segurança e a câmera de Maria não foi localizada; testemunhas disseram ter visto alguém retirar a câmera do corpo da jovem.
  • Observando descrições, a investigação passou a investigar dois suspeitos com cabelos escuros: Gabriel Barros Martins, que estava no momento do crime, e Kauê Felipe Silva Silveira, que desceu de rapel até o local após o impacto. Há ainda relatos não confirmados de orientação para sumir com a câmera supostamente dada por Evelyne.
  • Três outros investigados foram indiciados por homicídio: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves; eles atuaram no arremesso da vítima e tiveram prisões convertidas em preventivas.
  • A logística da empresa Entre Cordas foi alvo de investigações; Evelyne dos Santos Gonçalves foi indiciada por homicídio qualificado e fraude processual, sendo apontada como responsável pela organização do evento. A defesa de João afirma que ele não participou do arremesso e limitou-se a prestar socorro.

O instrutor João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva, conhecido como Alemão, deixou de ser investigado pela suspeita de sumir com a câmera que registrou a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), no dia 13 de junho. A mudança ocorreu porque a cor de cabelo dele não corresponde à descrição de testemunhas.

A morte ocorreu durante uma sessão de rope jump, quando a jovem foi arremessada da ponte por funcionários da empresa Entre Cordas, sem uso de corda de segurança. Testemunhas afirmaram ter visto alguém retirar a câmera do corpo da vítima.

O inquérito apontou que a principal razão para afastar João da suspeita foi a descrição física de duas testemunhas, que disseram ter visto alguém com cabelos escuros pegando o equipamento. João tem cabelo loiro claro, conforme fotos e vídeos juntados aos autos.

Com a mudança, a investigação passou a concentrar-se em outros dois suspeitos, ambos com cabelos escuros: Gabriel Barros Martins, que esteve no local, e Kauê Felipe Silva Silveira, que desceu de rapel até o corpo após o impacto. Também há relatos não confirmados de orientação para sumir com a câmera, atribuídos a Evelyne dos Santos Gonçalves.

A atuação de João ficou reduzida a retirar mosquetão dos clientes na base, atividade posterior ao salto e sem relação direta com as falhas de segurança no topo da ponte. Além disso, ele foi um dos primeiros a prestar socorro, verificando sinais vitais e acionando apoio via rádio.

Três outros indiciados por homicídio continuam no foco da investigação: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, que atuaram diretamente no arremesso da vítima e tiveram prisões convertidas em preventivas. Evelyne dos Santos Gonçalves foi indiciada por homicídio qualificado e fraude processual, segundo a polícia, por atuar na organização da Entre Cordas.

Segundo as investigações, Maria Eduarda contratou a Entre Cordas para a atividade, mas foi lançada de cerca de 40 metros sem equipamento de segurança. Imagens do acidente mostram vozes de pessoas que percebem a falta de proteção.

Em julho, o primeiro inquérito já havia indiciado três instrutores, presos desde 21 de junho. O segundo inquérito, concluído nesta quarta-feira, formalizou o indiciamento de Evelyne. A Administração Pública estadual informou que a empresa não possuía autorização para operar na Ponte do Esqueleto. O governo local estuda medidas para restringir o acesso e avalia a demolição parcial da estrutura.

A defesa de João afirma que ele não participou do arremesso e prestou socorro à vítima, destacando que a prisão temporária é incompatível com a função dele. A defesa de Vitor de Freitas informou que o processo ainda está em andamento, que ainda não houve relatório completo e que o Ministério Público não ofereceu denúncia até o momento, sem manifestações sobre o mérito.

A CNN Brasil aguarda posicionamento das defesas restantes. As autoridades continuam acompanhando o andamento dos autos, com novas etapas previstas para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.

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