- Nutricionista Luna Azevedo, do Rio de Janeiro, relatou que, por volta das 19h50 de 22 de junho, o motorista de aplicativo espirrou um spray com cheiro forte dentro do veículo, causando falta de ar.
- O trajeto ocorreu de Ipanema para Botafogo; o motorista era avaliado com 4,9 estrelas na plataforma 99 e, minutos depois, passou a apresentar comportamentos suspeitos.
- Em Copacabana, o motorista questionou sobre cheiro de peixe e mexeu na saída de ar-condicionado; o spray foi direcionado à região da ventilação, aumentando o odor dentro do carro.
- Luna abriu a janela para melhorar a respiração, mas o odor permaneceu e a motorista passou a adotar tom mais agressivo; ela acabou pedindo para descer, pois não se sentia bem.
- Ela orienta outras mulheres a se protegerem e relata que, após o ocorrido, passou a carregar spray de pimenta e a usar protocolos de segurança; a 99 informou estar ciente do caso e disponibilizou canais de apoio e ferramentas de segurança.
A nutricionista Luna Azevedo, moradora do Rio de Janeiro, passou por um episódio perigoso em um carro de aplicativo. Por volta das 19h50 de 22 de junho, no trajeto de Ipanema a Botafogo, ela relatou que o motorista espirrou um spray com cheiro forte dentro do veículo, provocando mal-estar e falta de ar. Ela decidiu descer. A situação ocorreu após solicitar a corrida pelo app 99.
Segundo Luna, o motorista, avaliado com 4,9 estrelas na plataforma, foi educado no início, mas rapidamente houve comportamentos suspeitos. Ao chegar a Copacabana, ele questionou se havia cheiro de peixe na bolsa da passageira, gesto que a deixou alerta. Ao mesmo tempo, o ar-condicionado foi ajustado para direcionar o ar para ela.
Luna descreve que, em seguida, o motorista passou a mexer na saída do ar-condicionado e, ao persistirem as perguntas estranhas, o cheiro de peixe ficou mais intenso. Ela abriu a janela, foi então que o motorista começou a falar de forma mais agressiva, insistindo para que a janela fosse fechada enquanto o odor aumentava no interior do veículo.
Com o cheiro se intensificando, a passageira sentiu mal-estar e chegou a temer desmaiar. Ela conseguiu descer no momento em que o semáforo fechou e saiu do carro. O episódio também deixou marcas na pele e provocou mal-estar até a noite, com sensações de irritação e irritabilidade respiratória.
Após o ocorrido, Luna relatou o caso em redes sociais para alertar outras mulheres. Comentários de leitores apontaram relatos semelhantes de golpes envolvendo sprays dentro de veículos de aplicativo, com relatos de uso de protetores nasais ou outras estratégias para encobrir efeitos do produto.
A nutricionista afirmou que já utilizou carros de aplicativo com frequência, mas nunca vivenciou algo parecido. Em depoimento, ela contou ter vendido o carro por medo de dirigir sozinha e citou ter tido períodos em que considerou usar um carro blindado. Hoje, prefere modos de transporte que julga mais seguros para deslocamentos.
Ela reforçou a importância de agir rapidamente em situações de desconforto ou risco, buscando proteção e apoio. Entre as medidas recomendadas, destacam-se envio de localização, mensagens a contatos de confiança e uso de protocolos de segurança do aplicativo.
O que diz a 99?
A 99 confirmou o conhecimento do caso e informou que uma equipe especializada busca contato com a passageira para acolhimento e orientação. A empresa afirma colaborar com as autoridades, se necessário, e reforça a orientação de informar qualquer incidente pela Central de Ajuda do app para que haja suporte adequado.
A plataforma destaca que oferece mais de 50 ferramentas de segurança, como botão de emergência, Central de Segurança 24 horas, gravação de áudio e compartilhamento de rota com contatos de confiança, além de recursos que se ativam diante de riscos identificados.
Entre na conversa da comunidade