- Atrasos na importação de medicamentos à base de cannabis atingem compradores e secretarias de Saúde, com os EUA respondendo por cerca de oitenta por cento das importações.
- Os problemas começaram há cerca de duas semanas, quando a American Airlines passou a barrar embarques; depois Latam, Avianca e TAP passaram a adotar critérios próprios.
- Sem norma clara, empresas criam interpretações conflitantes, incluindo uma teoria de que o envio só entre empresas farmacêuticas inviabiliza operações anteriores.
- A maioria dos produtos entra no Brasil sob o código fiscal NCM 3004.90.99, o que pode impactar também outros medicamentos classificados nesse código.
- O Ministério da Saúde precisa agir rapidamente para evitar desabastecimento de pacientes que dependem da importação, representando risco para cerca de 40% dos 871 mil pacientes.
Pacientes podem ficar sem cannabis com problemas de transporte entre EUA e Brasil. Atrasos já ocorrem em remédios de cannabis para compradores individuais e para secretarias de Saúde que importam medicamentos judicializados. O problema nasce nos EUA, onde companhias aéreas passaram a barrar embarques sem explicação oficial.
As primeiras negativas de transporte apareceram há cerca de duas semanas na American Airlines, principal rota para o Brasil. Inicialmente, a hipótese era de multa aplicada por transportar produtos com concentração de THC acima do permitido pela documentação.
Com o tempo, outras empresas aéreas brasileiras passaram a adotar critérios próprios. Latam, Avianca e TAP passaram a restringir ou vetar embarques de cannabis, mesmo quando o produto cumpre a Farm Bill e tem aprovação da Anvisa. A indefinição gerou dúvidas sobre regras aplicáveis.
Mudança no transporte aéreo
Autoridades brasileiras não identificaram a origem do problema. Dificuldades de importação atingem cerca de 40% dos 871 mil pacientes que dependem de tratamento com cannabis, segundo o levantamento citado pelo veículo. A situação deixa de ser apenas logística e passa a exigir avaliação sanitária.
As importações de cannabis respondem por cerca de 80% do total destinado ao Brasil. Se as restrições se mantiverem, o abastecimento de medicamentos poderá sofrer impacto significativo, especialmente para pacientes com epilepsia refratária, dor crônica e doenças neurodegenerativas.
O Ministério da Saúde afirmou que entende a gravidade da interrupção e avalia medidas para manter o fornecimento contínuo. O texto permanece aberto quanto à origem das restrições e às soluções possíveis para evitar desabastecimento.
O Poder360 informou ter feito contato com American Airlines e Latam, mas não obteve resposta até a publicação. A reportagem continuará atualizando conforme novas informações sejam confirmadas.
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