- A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, dopou o casal de idosos no prédio do Bairro São Pedro, em Belo Horizonte, e os matou a facadas; o plano envolveu furto de joias, relógios e dinheiro. Listas de golpes: more de quatro dezenas de facadas no advogado e quatorze na empresária. Foi identificado clonazepam no organismo das vítimas.
- Paola confessou que entrou no apartamento para limpeza, recebeu elogios da família pelas atividades e decidiu furtar ao perceber itens de valor durante a limpeza do quarto; colocou quatro comprimidos de uso controlado em um suco.
- Cerca de cinquenta comprimidos foram apreendidos na bolsa da suspeita, indicando premeditação. O crime ocorreu na terça-feira, 30 de junho; a polícia confirmou a dopagem na manhã de sexta, 3 de julho.
- Paola foi presa na noite de quarta-feira, 1º de julho, por volta das 23h, em um hotel em Itabira, na região central de Minas Gerais.
- A investigação também mira o primo do casal, Vinícius Mitre, que indicou a diarista para trabalhar na casa; Mitre relata episódios de mal-estar após encontros com ela e houve indícios de movimentações bancárias suspeitas após o desaparecimento de cartões e dinheiro.
A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, dopou o casal de idosos antes de assassiná-los a facadas em um prédio no Bairro São Pedro, região Centro-Sul de Belo Horizonte. A Polícia Civil confirmou a morte ocorrida na terça-feira (30) e informou que a perícia encontrou clonazepam nos organismos das vítimas.
A vítima masculina, Cláudio Atala Inácio, tinha 75 anos, e a feminina, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, 76. Ainda segundo a polícia, o advogado levou mais de 40 golpes de faca; a empresária, 14 golpes. O crime ocorreu durante serviço de limpeza prestado pela diarista.
Depoimento e plano
Em depoimento, Paola disse que foi contratada para limpar o apartamento e que não tinha intenção de cometer o crime. Ela afirmou ter se aproveitado de joias, relógios e dinheiro encontrados no quarto para furtar os bens. O plano inicial, segundo a investigação, era dopar as vítimas para facilitar o furto.
A diarista afirmou ter dissolvido quatro comprimidos de medicamento de uso controlado no suco das vítimas, o que teria deixado os dois adultos desacordados em cerca de 30 a 40 minutos. A polícia apreendeu cerca de 50 comprimidos na bolsa da suspeita, o que indicaria premeditação.
Prisão e desdobramentos
Paola foi presa na noite de quarta-feira (1º/7), por volta das 23h, em um hotel em Itabira, região Central de Minas. A polícia investiga ainda a participação de Vinícius Mitre, primo das vítimas, que indicou a diarista para o casal.
Mitre, advogado, afirma que Paola era uma diarista exemplar e que a teria indicado para trabalhar na casa do primo. Segundo ele, houve um episódio em 13 de junho em que Paola o acompanhou a um bar, onde teriam surgido problemas com a carteira e com valores.
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