- A Polícia Civil de Três de Maio expandiu a investigação sobre o atropelamento que matou Tatiane Leite da Silva, 41 anos, na madrugada de 2 de julho, no Bairro Primavera, avaliando se houve feminicídio ou erro de execução (aberratio ictus).
- O motorista do GM Vectra não é mais considerado apenas acusado de feminicídio; agora a linha é verificar se o atropelamento foi proposital contra a esposa ou resultado de um desfecho acidental.
- Segundo a polícia, o casal havia se desentendido com um terceiro pessoa dentro de um estabelecimento pouco antes do crime; imagens também mostram que uma segunda vítima foi atingida.
- Câmeras de videomonitoramento registraram o momento em que o Vectra atingiu Tatiane e o homem com quem o condutor discutiu; o segundo homem fugiu a pé do local.
- Enquanto a perícia e depoimentos avançam, o motorista de 46 anos permanece detido preventivamente; a confirmação da intenção do ato pode alterar a tipificação do crime.
A Polícia Civil de Três de Maio passa a investigar se o atropelamento que tirou a vida de Tatiane Leite da Silva, 41 anos, na madrugada de quinta-feira (2), foi feminicídio ou erro de execução. O crime ocorreu no Bairro Primavera, após o casal deixar um estabelecimento na Rua José Bonifácio. O motorista, de 46 anos, companheiro da vítima, continua detido.
A nova linha de apuração aponta que o condutor pode ter se desentendido com um terceiro dentro do local antes do atropelamento. A Brigada Militar instaurou inicialmente o caso como feminicídio, mas a investigação pode reclassificar a prática conforme as evidências.
Imagens comprovam participação de outra vítima
Câmeras de videomonitoramento mostram o Vectra atingindo Tatiane e também um segundo homem, com quem o motorista discutia. O segundo indivíduo, ferido, conseguiu fugir a pé e ainda não foi identificado. As imagens também registraram a fuga do veículo em direção a uma via próxima.
A perícia técnica e depoimentos devem esclarecer se houve intenção de matar apenas o terceiro homem ou se houve erro no alvo, pela proximidade das pessoas na calçada. A tipificação final depende dessas análises.
Enquanto isso, o motorista permanece em prisão preventiva, decretada pela Justiça, até a conclusão do inquérito. A Polícia Civil coleta novos depoimentos e buscas para localizar a pessoa que fugiu. A investigação continua para esclarecer o que realmente ocorreu e a motivação do ataque.
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