- A SSP de São Paulo oferece recompensa de R$ 50 mil por informações que levem ao paradeiro de Hércules da Costa Siqueira, o Golias, principal suspeito de atirar contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel.
- O tenente baleado segue internado em estado grave após o ataque ocorrido em São Caetano do Sul no sábado retrasado (27/6).
- Golias está foragido desde sexta-feira (3/7); câmeras teriam mostrado ele fugindo com a esposa e as duas filhas, e há a suspeita de tentativa de saída do país.
- Marcos Vinícius Dias Machado, de 40 anos, e Carlos Roberto Ferreira, 52, foram presos temporariamente no 1º DP de São Caetano do Sul, investigados por participação na emboscada; celulares apontam contato com Golias.
- A investigação aponta possível núcleo criminoso ligado ao ataque, com buscas autorizadas pela Justiça em endereços ligados a Golias e à apuração de passos antes e depois do crime, visando impedir nova fuga.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo abriu uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à localização de Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias. Ele é apontado como principal suspeito de atirar contra Ronickson Pimentel dos Santos, tenente da Rota, em São Caetano do Sul. O policial foi atingido na cabeça e permanece internado em estado grave. A apuração aponta que o ataque pode ter relação com uma organização criminosa ligada ao entorno do crime.
Golias está foragido desde a sexta-feira (3/7), após a decretação de prisão temporária em decisão da Polícia Civil. Segundo investigações, ele teria fugido com a esposa e duas filhas, menores de idade, e há indícios de que tente deixar o país. Câmeras de monitoramento registraram o grupo deixando a região em direção ao litoral.
Além do suspeito, dois homens — Marcos Vinícius Dias Machado, 40, e Carlos Roberto Ferreira, 52 — permanecem presos temporariamente desde 28 de junho no 1º DP de São Caetano do Sul, suspeitos de participação na emboscada ao tenente. A dupla foi detida pela Polícia Militar na região de Guaianases, na Zona Leste, e encaminhada ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que atua na investigação.
Desenvolvimento da investigação
Celulares apreendidos da dupla contêm contatos que apontam para Hércules, fortalecendo a hipótese de uma ação coordenada. A principal linha de apuração investiga a atuação de Golias em um núcleo criminoso responsável pela preparação, logística, fuga e ocultação de provas relacionadas ao ataque contra o policial.
A Justiça autorizou buscas em endereços ligados a Golias, bem como a quebra de sigilos telefônico e telemático, com o objetivo de reconstruir a cadeia de fatos antes e depois do atentado. As autoridades sinalizam que há indícios de uma operação estruturada, com divisão de tarefas e uso de veículos de apoio.
Desdobramentos recentes
As forças de segurança identificaram, como último ponto de passagem possível de Golias e familiares, uma pousada em Peruíbe, no litoral sul paulista, ligada a Elenilson Misael da Silva, conhecido como Galego. Ele não apresentava antecedentes criminais, segundo registros da Polícia Civil, mas foi morto em confronto com equipes da Rota na quinta-feira (2/7) ao ser localizado dentro de uma caminhonete.
A investigação sinaliza que Elenilson poderia ter relação com o atentado contra o tenente Pimentel, segundo boletim de ocorrência da PM. O documento indica que ele reagiu à abordagem policial, abrindo novo foco para as buscas do suspeito. A prioridade das autoridades é localizar Hércules, identificar envolvidos que o ajudam e impedir sua possível fuga para fora do estado ou do país.
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