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Acidentes no Lago Paranoá acendem alerta sobre imprudência de pilotos

Colisão entre jet ski e lancha no Lago Paranoá evidencia risco de condutores alcoolizados e sem habilitação, com vítima com suspeita de traumatismo craniano

Frequentadores contam que banhistas e pescadores não se sentem seguros no local, com receio de serem atropelados - (crédito: Minervino Júnior/CB/DA Press)
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  • Acidente entre jet ski e lancha no Lago Paranoá, em 28 de junho, próximo à Ponte JK, deixou a piloto da moto aquática com suspeita de traumatismo craniano.
  • Em dois mil e vinte e cinco o lago registrou treze acidentes; em dois mil e vinte e quatro foram quatorze; em dois mil e vinte e seis, pelo menos três já foram contabilizados pela Marinha.
  • Fatores de risco apontados pela Marinha e pelos bombeiros: condução sob efeito de álcool, falta de habilitação e desrespeito às normas de navegação.
  • Orientações: possuir Carteira de Habilitação de Amador em dia; para jet skis é exigida a habilitação motonauta; usar coletes, boias, extintor e verificar o combustível.
  • Especialista ressalta que o álcool reduz autopercepção e tempo de reação, aumentando a gravidade de colisões; em caso de pegar alguém em perigo, acionar o 193 e não tentar o resgate sem segurança.

Os acidentes envolvendo jet skis e lanchas no Lago Paranoá voltaram a acender o alerta sobre imprudência de condutores. Um choque entre um jet ski e uma lancha ocorreu no fim da tarde de 28 de junho, próximo à Ponte JK, deixando a piloto da moto aquática com suspeita de traumatismo craniano. A ação envolveu equipes da Marinha e do Corpo de Bombeiros.

A Marinha do Brasil, por meio do 7º Distrito Naval, e o CBMDF apontaram conduta de risco como principal fator. Condução alcoólica, falta de habilitação adequada e desrespeito às normas de navegação aparecem entre os motivos citados pelas autoridades. Dados oficiais indicam que o Lago Paranoá teve ao menos três acidentes em 2026 até o momento, com números maiores no passado recente.

Caiaqueiros e pescadores frequentam a região e relatam apreensão com a situação. Uma praticante, que prefere não se identificar, afirmou ter visto menores de idade dirigindo motos aquáticas e condutores alcoolizados, aumentando a sensação de insegurança entre frequentadores.

Alertas de segurança e regras

Conduzir sob efeito de álcool e entrar em áreas restritas são apontados como as principais causas de acidentes com vítimas no Lago Paranoá. A falta de habilitação, itens de salvamento ausentes e excesso de passageiros também aparecem entre os fatores de risco observados pela autoridade naval.

Para condutores, é indispensável estar com a CHA (Carteira de Habilitação de Amador) em dia. Jet skis exigem habilitação motonauta. Equipamentos como coletes, boias e extintores devem estar disponíveis, e o nível de combustível precisa ser acompanhado para evitar ficar à deriva.

Além disso, as orientações dos bombeiros ressaltam a importância de evitar bebidas alcoólicas para prevenir afogamentos. Em casos de risco ou testemunho de afogamentos, a recomendação é usar itens que flutuem para resgatar a vítima e acionar rapidamente o 193.

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