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Chefe de empresa de salto mandou apagar imagens de acidente com jovem

Investigações indicam que o grupo Entre Cordas apagou imagens após acidente que matou jovem de 21 anos

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<li>Evelyne dos Santos, apontada como chefe da equipe do grupo Entre Cordas, tería ordenado apagar imagens da câmera GoPro usada pela vítima após o acidente na Ponte do Esqueleto.</li>
<li>Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu no dia 13 de junho ao ser lançada da ponte sem a corda de segurança; vídeo confirma que o equipamento não estava preso.</li>
<li>Evelyne foi indiciada por homicide com dolo eventual e fraude processual; ela está presa.</li>
<li>Testemunhas disseram ter visto alguém retirar a câmera de Maria Eduarda logo após a queda; integrantes da equipe negaram saber onde está o equipamento.</li>
<li>Caso envolve prática clandestina do rope jump há mais de um ano, com falhas de segurança e organização, na Ponte do Esqueleto, cuja área foi isolada após a tragédia.</li>
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Durante a investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, a Polícia Civil apura que uma das responsáveis pelo grupo de saltos Entre Cordas orientou funcionários a apagar imagens de câmeras após acidentes ocorridos na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo. A vítima morreu em 13 de junho durante um salto de rope jump sem a corda de segurança instalada.

Segundo depoimentos, Evelyne dos Santos, apresentada pela investigação como organizadora da equipe e que se apresentava como CEO do Entre Cordas, está presa e foi indiciada por homicídio com dolo eventual e fraude processual. Um funcionário relatou ter recebido a ordem de recolher a câmera GoPro usada pela vítima e apagar o vídeo do momento do acidente.

A investigação aponta ainda que três testemunhas viram alguém retirar a câmera de Maria Eduarda logo após a queda. Integrantes da equipe negam saber onde estava o equipamento ou se a jovem o utilizava no salto. A investigação também aponta que a tentativa de eliminar imagens não foi um caso isolado.

Acidente anterior e contexto da investigação

Em março, três meses antes da morte, houve outro acidente na Ponte do Esqueleto envolvendo um menino de nove anos. A banda operava de forma clandestina e sem registro formal de empresa. Um vídeo mostra o momento da queda e aponta falhas na supervisão e na checagem de equipamentos de proteção.

A perícia indica que os saltos eram executados com desorganização operacional, sem isolamento adequado da área e com grande número de saltos em curto intervalo. O documento cita também falhas humanas que aumentaram os riscos de acidente. A Ponte do Esqueleto está sob custódia da Secretaria do Patrimônio da União, com acesso bloqueado depois da tragédia.

Situação atual e próximos passos

O advogado de Evelyne dos Santos diz discordar do indiciamento e afirma que as teses da defesa serão apresentadas em momento oportuno. A defesa de Vitor de Freitas contesta a tipificação de dolo eventual. Advogados de Maicon Cintra e Luis Felipe Egoroff defendem que se trata de crime culposo, sem intenção de matar.

O inquérito continua para esclarecer as circunstâncias dos acidentes, incluindo a responsabilidade de checagem de equipamento e a atuação da equipe durante os saltos. As autoridades buscam informações adicionais para embasar medidas de segurança na atividade.

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