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Esquema na Feira dos Importados desvia impostos por 17 anos

Esquema no Distrito Federal desviou mais de R$ 11,4 milhões em impostos por 17 anos, via empresas de fachada e laranjas; seis condenados

Feira dos Importados: esquema fraudulento desviou impostos por 17 anos
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  • Investigação aponta desvio de impostos por 17 anos na Feira dos Importados, no Distrito Federal, via empresa de fachada, laranjas e ocultação de patrimônio, totalizando mais de R$ 11,4 milhões.
  • Sentença proferida pela 2ª Vara Criminal de Brasília na quinta-feira, 2 de julho, após apurações que identificaram fraudes entre 2007 e 2024.
  • Grupo liderado por Abbas Mohammad Ahmad e Gislaine Teodosio de Gois, com participação de outras quatro pessoas — várias empresas no Setor de Industrias e Abastecimento foram usadas para fragmentar faturamento e manter o regime do Simples Nacional.
  • Auditoria cruzou vendas por cartão com livros fiscais; Coaf mostrou movimentações incompatíveis, incluindo um mês com mais de R$ 2,4 milhões na conta de um líder, enquanto a renda declarada era de R$ 5 mil.
  • Condenados: Abbas Ahmad (14 anos e 10 meses de prisão em regime fechado), Gislaine Gois (15 anos, 9 meses e 10 dias), Diego Rodrigues Dias da Silva (7 anos em semiaberto), Melquizedeque Ferreira dos Santos (5 anos e 6 meses) e Werverson Ferreira Diniz (4 anos e 2 meses) — Jefferson Teodosio de Gois teve pena reduzida a medidas restritivas.

Um grupo criminoso atuou por 17 anos na Feira dos Importados, no Distrito Federal, desviando mais de R$ 11,4 milhões em impostos. A prática envolveu empresas de fachada, uso de laranjas e ocultação de patrimônio, segundo a Justiça.

A investigação começou após auditoria fiscal que cruzou vendas feitas por cartão com livros fiscais eletrônicos. O caso foi encaminhado à Justiça pela 2ª Vara Criminal de Brasília e integra a Operação Efeito Macro.

Estrutura do esquema e funcionamento

Os líderes eram Abbas Mohammad Ahmad e Gislaine Teodosio de Gois. O grupo utilizava cinco empresas no SIA para fragmentar o faturamento e manter atividades no regime do Simples Nacional, com declarações zeradas.

A Coaf identificou movimentações incompatíveis com a renda de um dos líderes: em um mês, a conta recebeu mais de R$ 2,4 milhões, contra renda declarada de R$ 5 mil.

Condenações

Seis integrantes foram condenados em 2 de julho. Abbas Ahmad recebeu 14 anos e 10 meses de reclusão em regime fechado, considerado mentor.

Gislaine Teodosio de Gois foi condenada a 15 anos, 9 meses e 10 dias de prisão em regime fechado. Diego Rodrigues Dias da Silva pegou 7 anos em regime semiaberto.

Melquizedeque Ferreira dos Santos teve 5 anos e 6 meses, e Werverson Ferreira Diniz, 4 anos e 2 meses, ambos em semiaberto. Jefferson Teodosio de Gois ganhou 3 anos de prisão, convertido em restritivas de direitos.

O pai de um condenado foi absolvido por falta de provas de dolo, sendo considerado instrumentalizado pela família pela idade. As defesas ainda podem recorrer em liberdade.

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