- O Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), foi o único museu brasileiro na lista do The New York Times de lugares para visitar em 2026.
- Paula Azevedo, diretora-presidente, diz que o museu deve ser “um espaço do sim” e não do não, buscando interação e acolhimento.
- A gestão passou a depender de leis de incentivo e patrocínio, deixando de ser mantida apenas pelo fundador Bernardo Paz.
- Em 2025, o local teve recorde de visitantes, com mais de 360 mil pessoas, e mantém entrada gratuita para moradores de Brumadinho.
- A programação de 2026, que comemora vinte anos, inclui novas obras, instalações imersivas e shows, entre outras ações.
Paula Azevedo, diretora-presidente do Instituto Inhotim, tem como missão transformar a imagem do museu. Em entrevista, ela afirma que o espaço deve ser visto como um local de possibilidades, não de restrições.
O Inhotim, localizado em Brumadinho (MG), foi o único museu brasileiro indicado pelo The New York Times como destino recomendado para 2026. A escolha celebra os 20 anos de inauguração do instituto.
Em 2011, aos 36 anos, Paula levou os três filhos ao espaço pela primeira vez. Eles de 12, 9 e 7 anos se impressionaram com a interação entre arte e natureza em mais de 140 hectares. A experiência mudou a percepção de museu para a família.
Hoje, aos 51, Paula comanda a instituição há quase três anos. A gestão atual prioriza a mudança de linguagem e de relacionamento com o público, enfatizando o estímulo ao diálogo com as obras.
Antes da gestão de Paula, o Inhotim dependia do fundador Bernardo Paz. A nova fase migraria para fontes de patrocínio e leis de incentivo, ampliando a autonomia financeira da instituição.
A diretora reforça a ideia de que o visitante é o centro. Ela destaca políticas institucionais, diretrizes claras e um conselho com representantes de sete estados. O objetivo é estruturar o museu como instituição robusta.
O público registrou recorde de visitantes em 2025, com mais de 360 mil pessoas. Além disso, o Inhotim consolidou-se como destino cultural significativo fora do eixo Rio-São Paulo.
A diretora afirma que o museu atua como microcosmo regional, gerando empregos diretos e indiretos e contribuindo para a economia local. Em Brumadinho, há iniciativas voltadas à educação e à participação comunitária.
Entre as ações, destaca-se o LAB Mães, que impulsiona autonomia e empreendedorismo entre mulheres locais, e projetos de formação de jovens ligados ao meio ambiente. A Experiência Brumadinho integra produtores locais ao espaço.
Paula mantém atuação dupla entre Brumadinho e São Paulo, cidade natal. Ela ressalta que manter a presença em polos estratégicos facilita parcerias e patrocínios.
Sua obra favorita no acervo é Viewing Machine, de Olafur Eliasson, que provoca o visitante a se enxergar por diferentes ângulos. A peça simboliza multiplicidade e autoconhecimento.
20 ANOS DE INHOTIM
Para celebrar duas décadas, o Inhotim apresenta programação ao longo de 2026. Em abril, inaugura uma panorâmica da trajetória de Dalton Paula, artista dedicado à história e à arte negra.
Entre os lançamentos, em setembro há uma exposição imersiva sobre a história do museu, com abertura prevista para 12 de setembro. Nesse mesmo fim de semana ocorre o Anoitecer Inhotim, dedicado à captação de recursos.
Em outubro chegam novas obras ao acervo, incluindo Missão/Missões (Como Construir Catedrais), de Cildo Meireles, na galeria dedicada ao artista. Também retorna a instalação sonora The Murder of Crows, de Janet Cardiff e George Bures Miller.
No dia 18 de outubro ocorre a grande festa de aniversário do Instituto, com apresentação de um artista de renome ainda a ser confirmado.
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