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Justiça mantém prisão de diarista suspeita de matar idosos em MG

Justiça mantém prisão preventiva de diarista suspeita de matar casal de idosos em MG; defesa aponta surto psicótico, sem confirmação de doença mental

O advogado foi encontrado sem vida em cima da própria cama, enquanto sua mulher estava caída na sala
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  • A Justiça manteve a prisão preventiva de Paola Stefany Neto Cirino, suspeita de matar um casal de idosos no bairro São Pedro, em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.
  • Paola deverá responder por dois crimes de latrocínio consumado, pelo assassinato de Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e de Maria Clotilde Moreira Maciel Atala, ocorridos no dia 29.
  • Exames toxicológicos apontaram ausência de medicamentos psiquiátricos e substâncias entorpecentes no sangue; a magistrada não descartou, porém, a hipótese de agravamento da saúde mental.
  • A defesa pediu prisão domiciliar sob a justificativa de surto psicótico e de ter uma filha de seis anos; a solicitação foi negada por envolver violência.
  • Detalhes do caso: Paola foi flagrada em câmeras entrando no prédio às 7h30 e saindo por volta de 15h30 com roupas trocadas e sacolas, possivelmente agindo com apoio de terceiros; os corpos foram encontrados pelo filho do casal no dia 30; a prisão ocorreu na madrugada de 2 de Itabira.

A Justiça manteve a prisão preventiva de Paola Stefany Neto Cirino, suspeita de matar um casal de idosos no bairro São Pedro, em Minas Gerais. A diarisita foi à audiência de custódia na Central de Custódia da Comarca da Capital e teve a prisão convertida em preventiva. O crime ocorreu no dia 29, ainda sob apuração de motivação.

Segundo a magistrada Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto, Paola deve responder por dois latrocínios consumados, envolvendo o roubo seguido de morte de Cláudio Atala Inácio, 75 anos, e de Maria Clotilde Moreira Maciel Atala. A decisão afirma que o caso envolve violência ou grave ameaça, justificando a manutenção da detenção.

Exames toxicológicos realizados após a prisão constataram a ausência de medicamentos psiquiátricos e substâncias entorpecentes no sangue da suspeita. A magistrada, no entanto, não afastou a possibilidade de agravamento da saúde mental ter contribuído para o crime.

Defesa e decisões

A defesa argumentou que os homicídios teriam sido cometidos durante um surto psicótico. Não houve, porém, comprovação objetiva de doença mental por meio de documentos ou relatórios médicos, conforme a juíza.

Também foi pedido o relaxamento da prisão para prisão domiciliar, alegando que Paola tem uma filha de seis anos. A magistrada rejeitou o pedido, citando a tipificação do crime como violento, o que impede a concessão da liberdade domiciliar.

A tramitação do processo não foi decretada em segredo de justiça, segundo informou o tribunal. A defesa não respondeu até o momento a contatos feitos pela CNN Brasil.

O que se sabe sobre o caso

Felipe, filho do casal, encontrou as vítimas no apartamento após ficar sem contato por mais de 24 horas. Cláudio estava deitado na cama do quarto e Maria Clotilde na sala, com sinais de violência. O laudo pericial descreve mais de 40 ferimentos em Cláudio e 15 marcas na garganta, queixo, tórax, pescoço e pelve de Maria Clotilde.

A Polícia Civil aponta que itens de luxo foram roubados, incluindo celulares, relógios, joias e dinheiro. No dia do crime, Paola foi registrada por câmeras de segurança entrando no prédio às 7h30 e saindo por volta de 15h30 com roupas trocadas e bolsas adicionais.

Testemunhas indicam que Paola deixou o prédio sozinha e entrou em um veículo logo após, o que levanta a hipótese de participação de uma segunda pessoa ou de um motorista de aplicativo. Paola foi presa na madrugada de 2 de maio, em Itabira, cerca de 107 km de Belo Horizonte.

Motivação apresentada pela suspeita envolve supostas vozes que, segundo ela, a instruíram a cometer os crimes. Ela afirmou arrependimento na detenção e disse que, se não fosse localizada, se apresentaria a uma unidade policial. A história continua sob apuração pelas autoridades.

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