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Polícia de SC confisca R$ 368 mil em criptomoedas após desvio milionário

Operação em Florianópolis apreende cerca de R$ 368 mil em criptomoedas como parte de desvio de quase R$ 9 milhões

Investigação apura o desvio de aproximadamente R$ 9 milhões de uma empresa catarinense (Foto: Magnific)
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  • A ação contou com apoio da empresa Chainalysis, usando as plataformas Reactor e Wallet Scan, resultando na localização de cerca de 72 mil dólares em criptoativos ligados ao casal (aproximadamente R$ 368 mil).
  • A investigação apura desvio de cerca de R$ 9 milhões de uma empresa catarinense por um dos sócios.
  • Os recursos teriam sido transferidos para uma empresa em nome da esposa e, depois, para contas do suspeito, para ocultar a origem.
  • Além das criptomoedas, houve bloqueio de contas bancárias até o teto de R$ 9 milhões e apreensão de imóveis, joias, relógios e artigos de grife.
  • Passaportes do casal foram retidos, o sócio foi afastado da administração da empresa e eles podem responder por estelionato majorado e lavagem de dinheiro.

A Polícia Civil de Santa Catarina apreendeu cerca de R$ 368 mil em criptomoedas autocustodiadas durante operação em Florianópolis, a maior apreensão desse tipo registrada pela corporação. A ação integra uma investigação sobre o desvio de aproximadamente R$ 9 milhões de uma empresa catarinense por um de seus sócios.

Segundo a polícia, a apuração, iniciada há cerca de três meses, aponta desvios sistemáticos ao longo de vários anos. O dinheiro era transferido para uma empresa em nome da esposa do investigado e, posteriormente, enviado a contas ligadas ao próprio suspeito, em alegada tentativa de ocultar a origem ilícita.

A operação foi conduzida pela Delegacia de Combate a Estelionatos, com apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática. Durante mandados de busca, foram encontrados cerca de 72 mil dólares vinculados ao casal, correspondentes a aproximadamente R$ 368 mil na cotação vigente.

Investigação e desdobramentos

O rastreamento das criptomoedas contou com suporte da empresa Chainalysis, por meio das plataformas Reactor e Wallet Scan, utilizadas em investigações com ativos digitais. Além da apreensão dos criptoativos, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias dos investigados e da empresa envolvida, até o limite de R$ 9 milhões, bem como a apreensão de imóveis, joias, relógios e artigos de grife.

Os passaportes do casal foram retidos, e o sócio afastado cautelarmente da administração da empresa. Conforme a Polícia Civil, os envolvidos podem responder pelos crimes de estelionato majorado e lavagem de dinheiro.

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