- Kavous Seyed Emami, professor e diretor, morreu na Prisão de Evin, em Teerã, no fim do mês; autoridades iranianas afirmam suicídio após confessionamento de crimes, versão contestada pelos filhos.
- Ele foi preso em vinte e quatro de janeiro e acusado de espionagem para os Estados Unidos e Israel, por supostamente ter instalado câmeras em locais estratégicos para monitorar atividades de mísseis e enviar informações ao exterior; os filhos contestam a acusação.
- Autoridades proibiram autópsia independente para a família, apreenderam a escritura da casa da família e orientaram os familiares a não falar publicamente sobre o caso.
- A morte ocorre em meio a uma suposta repressão mais ampla a ambientalistas, com pelo menos seis outros conservacionistas detidos na mesma época, muitos vinculados à Persian Wildlife Heritage Foundation, segundo o Center for Human Rights in Iran.
- Reação internacional: o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu investigação rápida, imparcial e eficaz sobre as circunstâncias da morte.
Kavous Seyed Emami, professor de sociologia e diretor da Persian Wildlife Heritage Foundation, morreu na prisão de Evin, em Teerã, no início deste mês. Autoridades iranianas afirmam que foi suicídio após confissão a crimes, versão contestada pelos filhos.
Emami foi preso em 24 de janeiro, sob a acusação de espionagem a favor dos Estados Unidos e de Israel. Segundo o procurador de Teerã, Abbas Jafari-Dolatabadi, ele teria instalado câmeras em locais estratégicos para monitorar atividades de mísseis e enviado informações a estrangeiros.
Os familiares contam que as câmeras eram utilizadas para registro da vida selvagem, com alcance de até 25 metros, e que são equipamentos comuns e baratos. Eles questionam como tais dispositivos poderiam espionagear programas de mísseis.
A família não pôde realizar autópsia independente, teve o título de imóvel confiscado e recebeu orientação de não comentar o caso, segundo relatos da imprensa.
A prisão e a morte de Emami ocorrem em meio a uma repressão mais ampla a ambientalistas no país. Pelo menos seis outros conservacionistas foram detidos recentemente, muitos filiados à mesma organização, e estariam sem acesso a assessoria jurídica até fevereiro.
A comunidade internacional começou a reagir. A Anistia das Nações Unidas pediu uma investigação rápida, imparcial e eficaz sobre as circunstâncias da morte de Emami, ressaltando a necessidade de transparência e respeito aos direitos humanos.
Audiências, acusações e medidas contra familiares e funcionários indicam um momento de tensão social e política no Irã, com atenção internacional sobre o tratamento a defensores do meio ambiente e a devido processo legal no país.
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