- Até a Idade Moderna, na Europa houve doze mil julgamentos por bruxaria e cerca de cinquenta mil condenações à morte, frequentemente com tortura e confissões forçadas.
- Nos últimos anos, quatro pessoas foram executadas na Arábia Saudita por bruxaria, entre elas duas mulheres; em dois mil e quatorze, uma mulher foi linchada em Guarujá, São Paulo.
- Em Gana, o governo criou seis campos de acolhimento para proteger mulheres acusadas de bruxaria e evitar punições locais.
- A prática persiste em algumas culturas, com métodos históricos como a prova da água fria; mesmo com a queda das execuções na Europa, a crença e a violência continuam presentes em diferentes regiões.
A perseguição a mulheres acusadas de bruxaria, que se intensificou na Idade Média, continua a ser uma realidade em algumas partes do mundo. Até a Idade Moderna, a Europa registrou mais de 12 mil julgamentos, resultando em cerca de 50 mil condenações à morte. Esses processos frequentemente envolviam tortura e confissões forçadas, perpetuando estereótipos que associavam mulheres a práticas demoníacas.
Recentemente, casos alarmantes trouxeram à tona a persistência dessa prática. Na última década, quatro pessoas, incluindo duas mulheres, foram executadas na Arábia Saudita por supostas práticas de bruxaria. Em um incidente isolado, uma mulher foi linchada em Guarujá, São Paulo, em 2014, demonstrando que, mesmo em um país com leis modernas, a violência contra mulheres acusadas de bruxaria ainda ocorre.
Situação Atual em Gana
Em Gana, o governo tomou medidas para proteger mulheres acusadas de bruxaria, estabelecendo seis campos de acolhimento. Essas mulheres, muitas vezes vítimas de acusações infundadas, enfrentam a possibilidade de morte ao retornarem para suas comunidades. Essa ação visa oferecer segurança e abrigo, refletindo uma tentativa de combater a violência e a discriminação.
Reflexão sobre o Passado e o Presente
Os métodos de condenação, como a “prova da água fria”, onde a acusada era amarrada e jogada em um rio, ilustram a brutalidade das práticas históricas. Apesar da redução das execuções na Europa desde o século 18, a crença em bruxas e a violência associada a essa crença ainda persistem em várias culturas. A luta contra essas práticas é um lembrete de que a história não deve ser esquecida, e que a proteção dos direitos humanos é fundamental em qualquer sociedade.
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