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Irã ameaça retaliação aos EUA por ataque a navio cargueiro

Irã promete retaliação aos EUA após ataque de navio cargueiro no Golfo de Omã, acusado de violar cessar-fogo; tensão aumenta na região

O destróier da Marinha dos EUA USS Spruance • Reuters
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  • O Irã ameaçou retaliação aos EUA após forças americanas atacarem e apreenderem um navio cargueiro de bandeira iraniana no Golfo de Omã, neste domingo (19).
  • O cargueiro Touska, com quase 275 metros, tentou furar o bloqueio naval americano; o destróier USS Spruance interceptou a embarcação, que teve a casa de máquinas avariada e parte da tripulação sob custódia.
  • O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou a operação, dizendo que a embarcação ignorou avisos por cerca de seis horas antes da intervenção.
  • O Irã, pelo comando Khatam al-Anbiya, acusou os EUA de violar o cessar-fogo e prometeu retaliar; o embaixador iraniano no Paquistão já havia criticado o bloqueio antes da confirmação.
  • Nos dias recentes, o Estreito de Ormuz teve o tráfego afetado por ataques a embarcações, levando várias navios a buscar rotas seguras; a Guarda Revolucionária Islâmica avisou que poderá bloquear o estreito.

O Irã enviou ameaça de retaliação aos EUA após forças americanas interceptarem e apreenderem um navio cargueiro de bandeira iraniana no Golfo de Omã neste domingo, 19. A operação ocorreu perto da área de bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos.

Segundo Donald Trump, o navio TOUSKA, com quase 275 metros de comprimento, tentou furar o bloqueio, mas foi interceptado pelo destróier americano USS SPRUANCE. A tripulação iraniana teria se recusado a obedecer às ordens, levando à detenção a bordo, com danos na casa de máquinas. Os fuzileiros navais estariam sob custódia do navio.

O Comando Central dos EUA confirmou a intervenção, afirmando que a embarcação desconsiderou avisos por aproximadamente seis horas antes da ação. O destróier teria desativado a propulsão do TOUSKA após disparos direcionados à casa de máquinas. Desde o início do bloqueio, 25 navios comerciais teriam recuado ou retornado a portos iranianos.

Irã promete resposta

O principal comando militar iraniano, o Khatam al-Anbiya, acusou Washington de violar o cessar-fogo e classificou a ação como pirataria armada. Um porta-voz iraniano afirmou que as Forças Armadas responderão em breve, adotando retaliação.

Antes da confirmação do ataque, o embaixador iraniano no Paquistão já havia criticado o bloqueio naval e acusado os EUA de violar o direito internacional, aumentando as tensões na região.

Situação no Estreito de Ormuz

Nos últimos dias, o tráfego no Estreito de Ormuz ficou sob pressão após novos incidentes. No fim de semana anterior, lanchas iranianas teriam disparado contra um navio-tanque, e outra embarcação teria sido atingida por projétil não identificado. Autoridades marítimas britânicas relataram deslocamento de várias embarcações em busca de rotas alternativas.

Dados de trânsito marítimo indicam que diversas embarcações seguiram rotas mais seguras no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã. A Guarda Revolucionária Islâmica deixou claro que poderá bloquear a passagem caso a situação se agrave.

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