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Grupos ambientais criticam chegada de fazendeiros Mennonitas à Suriname

Grupos ambientais alertam para desmatamento e risco a territórios indígenas com a chegada de fazendeiros menonitas a Suriname

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  • Grupos ambientais e comunidades indígenas criticam a vinda de agricultores Mennonitas de Bolívia, México e Belize para Suriname, temendo desmatamento em larga escala.
  • A Terra Invest Suriname & Guyana pretende obter até 90 mil hectares para cerca de mil famílias Mennonitas, com foco em milho e soja para o mercado interno de ração avícola.
  • O governo de Suriname tem sinalização ambígua sobre o plano e ONGs pedem explicações e avaliações de impacto ambiental e social.
  • Há temor de que áreas abertas para Mennonitas facilitem mineração e logging, aumentando riscos a territórios indígenas, já que o país não reconhece plenamente direitos territoriais dessas comunidades.
  • Atualmente o projeto está em estágio inicial: negociações com o governo, licenças preliminares para 400 hectares e um piloto de três anos para 50 famílias, com Mennonitas visitando áreas sob vistos turísticos.

A ideia de trazer agricultores Mennonitas para Suriname gerou reação de grupos ambientais e comunidades indígenas, que alertam para desmatamento em larga escala e impactos sobre terras tradicionais. O projeto envolve compra de milhares de hectares para cultivo de milho e soja, destinado ao mercado de alimentação de aves domésticas.

Grupos ambientais afirmaram que o plano pode abrir espaço para mineração e madeiras em áreas recentemente desmateadas e pressionam o governo por regulamentos rigorosos. Observadores ressaltam risco para direitos territoriais de povos tradicionais, que lutam para reconhecer suas terras.

O empreendimento é conduzido pela Terra Invest Suriname & Guyana. A empresa aponta intenção de apoiar segurança alimentar interna, com 30 mil hectares pretendidos, podendo chegar a 90 mil hectares, para cerca de 1.000 famílias Mennonitas.

Onde e quando

As negociações ocorrem em meio a sinalizações vagas do governo de Suriname, que tem enfrentado questionamentos sobre licenças e prazos. A proposta envolve um piloto de três anos com 50 famílias Mennonitas, em cerca de 50 mil hectares, conforme documentos consultados pela imprensa.

Quem está envolvido

A tongada de organizações ambientais reúne WWF Guianas, Conservation International, SAFE, Tropenbos Suriname e Green Growth Suriname, entre outras entidades, que cobraram respostas oficiais e avaliação de impactos socioambientais. A Terra Invest atua como elo central do projeto.

Por que

O governo busca desenvolver grande produção agrícola para enfrentar a economia em recuperação, sem abrir mão de conservar a floresta tropical. Suriname abriga a maior parte da Amazônia na região e é um país que depende do equilíbrio entre produção e conservação. O debate envolve segurança alimentar, direitos territoriais e proteção de ecossistemas únicos.

Situação atual

Segundo documentos, Terra Invest negocia com o governo e realiza testes de solo para viabilizar a produção. Um aval preliminar do Ministério da Política de Terras e Gestão Florestal autoriza projetos de agricultura e pecuária em uma área de 400 hectares, apenas como declaração de intenção.

A legislatura local recebeu pedidos de informação sobre licenças, sem respostas claras até o momento. Organizações ambientais cobram maior transparência e estudos de impacto ambiental e social, além de zones de proteção aos habitats.

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