- O Parlamento Europeu aprovou, em 7 de fevereiro, a resolução no Estrasburgo com 523 votos a favor, 34 contra e 59 abstenções, mostrando posição contrária à mineração em alto-mar na região ártica da Noruega.
- A mensagem ressalta que a extração de minerais do leito do Ártico pode afetar a pesca, liberar metano e reduzir a biodiversidade e o funcionamento dos ecossistemas marinhos.
- A resolução também cita que sete estados da União Europeia, além de várias empresas e da IUCN, pedem moratória ou banimento da mineração no fundo do mar. A Noruega é criticada pela avaliação de impacto ambiental com lacunas de conhecimento.
- Além da Noruega, muitos países pesquisam mineração no fundo do mar; principais investidores internacionais são China, Índia, Japão, Rússia e Coreia do Sul, mas nenhuma exploração em grande escala começou ainda.
- A Noruega iniciou o planejamento com a abertura de uma área de 281.000 quilômetros quadrados para exploração; o governo afirma que avanços ocorrerão somente com base no conhecimento e sem exploração até obter mais informações.
A União Europeia manifestou oposição às planos da Noruega de mineração em alto-mar no Ártico. Em plenário, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução que critica os impactos ambientais e o contexto científico da atividade. A questão não tem poder legal para barrar a Noruega, mas envia um sinal político firme.
O texto aponta riscos à biodiversidade, à pesca e aos ecossistemas marinhos, incluindo a liberação de metano de solos pergelizados e a perturbação de habitats. A resolução cita pedidos de moratória global feitos por países da UE, organizações e comunidades científicas.
A votação ocorreu em Estrasburgo, França, em 7 de fevereiro. Votaram a favor 523 eurodeputados, 34 foram contrários e 59 abstiveram-se. A sessão destacou uma posição clara do parlamento sobre o tema.
A Noruega já aprovou a mineração em alto-mar, em janeiro, em meio a críticas de cientistas e ambientalistas. O primeiro passo envolve explorar uma área grande, equivalente a quase Itália, sobre a plataforma continental estendida do país.
A área a ser explorada fica também nas águas territoriais do arquipélago de Svalbard, cuja soberania é contestada por Rússia, Reino Unido e outros países. Oslo sustenta que a atividade é necessária para minerais de tecnologias renováveis.
Críticos afirmam que a tecnologia verde não depende explicitamente de minerais do fundo do mar e que ainda faltam conhecimentos sobre os riscos. Além disso, a exploração pode impactar a pesca e o ecossistema marinho de forma irreversível.
Especialistas ouvidos destacam que a resolução europeia, embora simbólica, dificulta o caminho de Oslo e reforça pressões internacionais. Para defensores, a resposta europeia mostra compromisso com a conservação oceânica.
Maria Varteressian, Secretaria de Estado do Ministério das Relações Exteriores da Noruega, afirmou que não houve início de atividades de mineração e que qualquer exploração seguirá uma abordagem baseada no conhecimento. As informações foram repassadas por escrito.
A Noruega acrescentou que mantém compromisso com gestão oceânica sustentável, balanceando conservação e uso dos recursos. Em meio às divergências, a relação com a União Europeia permanece de cooperação próxima.
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