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Sunseeker é multada em caso histórico de madeira de origem ilegal em Mianmar

Sunseeker torna-se a primeira empresa britânica a ser multada por uso de madeira de Myanmar ilegal, recebendo £358,759.64 por onze importações sob o UK Timber Regulation

Myanmar teak courtesy of EIA.
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  • A Sunseeker International foi multada no Reino Unido por usar madeira importada ilegalmente de Myanmar em alguns de seus iates, tornando-se a primeira empresa a ser punida nessa linha pelo país.
  • A empresa se declarou culpada de três acusações sob o UK Timber Regulation, incluindo falha em assegurar que as madeiras colocadas no mercado eram de origem legal e registros inadequados das origens das toras.
  • a punição, no valor de 358.759,64 libras, cobre 11 importações específicas de madeira de Myanmar.
  • Teck Burmese, ou teak de Myanmar, é procurado pela alta qualidade e resistência à água, mas grande parte dessa madeira é associada ao comércio ilegal que financia a junta militar, conhecido como “blood teak”.
  • A Sunseeker disse que implementará uma política de aquisição de madeira mais robusta e um processo de due diligence compatível com o UKTR, após a decisão judicial.

A Sunseeker International, fabricante britânica de iates de luxo, foi a primeira empresa a ser multada em um tribunal do Reino Unido por usar madeira importada de forma ilegal de Mianmar, controlado pelo regime militar. A companhia reconheceu três infrações relacionadas ao UK Timber Regulation (UKTR) e acabou recebendo uma sanção de 358.759,64 libras por 11 importações de madeira. A decisão foi anunciada pela Environmental Investigation Agency (EIA).

A Justiça considerou que houve falha sistêmica na verificação da origem legal das madeiras colocadas no mercado. A Sunseeker informou que vai implementar uma política robusta de aquisição de madeira e um processo de due diligence compatível com o UKTR. A empresa também destacou o compromisso contínuo com conformidade regulatória.

Contexto e impactos

O teak de Mianmar, conhecido como teak birmanês, é valorizado pela qualidade e resistência à água, especialmente em iates. Contudo, grande parte da madeira é associada ao comércio ilegal de madeira que sustenta o aparato militar de Mianmar, recebendo o rótulo de “blood teak”. Após o golpe de 2021, a UE, os EUA e outros países impuseram sanções a empresas ligadas ao setor madeireiro controlado pelos militares.

A campanha de denúncias começou em 2018, quando a EIA apontou a prática de fontes de madeira ilícitas em estaleiros do Reino Unido. Entidades de defesa ambiental destacam a importância de regulações como o UKTR para responsabilizar empresas que não exercem devida diligência. A MRTs de Mianmar continuam sob escrutínio, com pedidos por proibição total de importações que financiem o regime e agravem violações de direitos humanos.

A associação de defesa florestal e grupos de direitos ressaltaram que a continuação de importações de madeira de Mianmar aumenta o risco de violação de normas ambientais e de direitos humanos. Autoridades e organizações destacam a necessidade de acelerar regras europeias de manejo florestal para evitar problemas semelhantes na região.

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