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Biden planeja retirar Cuba da lista de países patrocinadores do terrorismo

- Joe Biden planeja remover Cuba da lista de patrocinadores de terrorismo. - A medida visa facilitar a libertação de defensores dos direitos humanos. - Notificação ao Congresso ocorrerá nesta terça-feira, 20 de janeiro. - A decisão pode ser revertida com a posse de Donald Trump na próxima semana. - Em 2021, Trump reverteu a retirada de Cuba da lista, alegando apoio ao terrorismo.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, planeja remover Cuba da lista de países patrocinadores de terrorismo e aliviar algumas sanções que afetam a ilha, conforme informou uma fonte à CNN. A notificação ao Congresso sobre essa intenção deve ocorrer nesta terça-feira, com a justificativa de que “uma avaliação foi concluída e não temos informações […]

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, planeja remover Cuba da lista de países patrocinadores de terrorismo e aliviar algumas sanções que afetam a ilha, conforme informou uma fonte à CNN. A notificação ao Congresso sobre essa intenção deve ocorrer nesta terça-feira, com a justificativa de que “uma avaliação foi concluída e não temos informações para apoiar a designação de Cuba como um Estado patrocinador do terrorismo”.

O objetivo dessa medida é criar um ambiente propício para a libertação de defensores dos direitos humanos, incluindo aqueles que foram “detidos injustamente durante os protestos de julho de 2021”. O plano também prevê a revogação de uma ordem do ex-presidente Donald Trump, que restringia transações financeiras com cubanos ligados ao governo e às Forças Armadas.

Em 2021, no final da administração Trump, o ex-secretário de Estado Mike Pompeo incluiu Cuba na lista, alegando que o país oferecia apoio a atos de terrorismo internacional. Pompeo afirmou que Cuba não cumpriu compromissos assumidos quando o presidente Barack Obama retirou a ilha da lista em 2015, após a recusa em extraditar líderes de guerrilhas colombianas.

Com a posse de Trump marcada para 20 de janeiro, há a possibilidade de que ele reative as sanções. Trump já manifestou uma postura dura em relação a Cuba e indicou Marco Rubio, um crítico do governo cubano, como seu secretário de Estado, o que pode indicar uma mudança na política americana em relação à ilha.

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