O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou a retirada de Cuba da lista de países que patrocinam o terrorismo, em uma decisão divulgada nesta terça-feira, 14 de janeiro de 2024. A Casa Branca espera que essa medida leve à libertação de presos políticos em Cuba, resultado de negociações mediadas pela Igreja Católica. Um alto […]
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou a retirada de Cuba da lista de países que patrocinam o terrorismo, em uma decisão divulgada nesta terça-feira, 14 de janeiro de 2024. A Casa Branca espera que essa medida leve à libertação de presos políticos em Cuba, resultado de negociações mediadas pela Igreja Católica. Um alto funcionário do governo afirmou que “não há informações que sustentem a designação de Cuba como um estado patrocinador do terrorismo”.
A decisão foi discutida com a equipe do presidente eleito, Donald Trump, que deve reverter a medida em breve, segundo a Associated Press. O novo secretário de Estado, Marco Rubio, um crítico das políticas de aproximação com Cuba, terá sua indicação analisada pelo Comitê de Relações Exteriores do Senado na quarta-feira, 16 de janeiro. Rubio, cuja família fugiu de Cuba na década de 1950, tem defendido sanções contra a ilha.
Durante o governo de Barack Obama, Cuba havia sido retirada dessa lista, mas a decisão foi revertida por Trump em 2021, que justificou a medida com base no apoio cubano ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e na recusa em extraditar rebeldes colombianos. Grupos de direitos humanos e a Conferência dos Bispos Católicos dos EUA pressionaram a administração Biden para que Cuba fosse novamente retirada da lista.
A mudança de posição dos Estados Unidos em relação a Cuba reflete um contexto político complexo e a pressão de diferentes grupos, que buscam uma abordagem mais diplomática e humanitária. A expectativa é que a nova administração reavalie as relações com a ilha, considerando as implicações sociais e políticas dessa decisão.
Entre na conversa da comunidade