A Ucrânia lançou um ataque massivo contra sete regiões da Rússia, utilizando mais de 200 mísseis e drones, conforme reportado por autoridades e pela mídia russa. O Ministério da Defesa da Rússia informou que foram disparados seis mísseis balísticos ATACMS, fabricados nos Estados Unidos, e seis mísseis de cruzeiro Storm Shadow, do Reino Unido, além […]
A Ucrânia lançou um ataque massivo contra sete regiões da Rússia, utilizando mais de 200 mísseis e drones, conforme reportado por autoridades e pela mídia russa. O Ministério da Defesa da Rússia informou que foram disparados seis mísseis balísticos ATACMS, fabricados nos Estados Unidos, e seis mísseis de cruzeiro Storm Shadow, do Reino Unido, além de 146 drones. O Kremlin prometeu retaliação, afirmando que todas as ameaças foram neutralizadas, incluindo os mísseis e drones que atingiram a região de Bryansk.
O ataque, descrito como um dos mais eficazes desde o início das ofensivas ucranianas, teve como alvos principais fábricas de produtos químicos e uma central de gás natural. O chefe do Centro de Combate à Desinformação da Ucrânia, Andriy Kovalenko, mencionou que cinco cidades russas foram bombardeadas, incluindo Engels, Saratov, Kazan, Bryansk e Tula. Em resposta, o governador da região de Saratov confirmou danos a dois centros industriais e a suspensão das aulas presenciais nas escolas locais.
As autoridades russas relataram que os drones ucranianos atacaram instalações estratégicas, como a refinaria de petróleo da Rosneft em Saratov e um depósito de munição em Engels. O ataque também incluiu a fábrica de Orgsintez, em Kazan, considerada vital para o complexo militar-industrial russo. A Força Aérea ucraniana, por sua vez, afirmou ter derrubado 58 drones iranianos lançados pela Rússia, enquanto outros foram neutralizados por sistemas de interferência eletrônica.
O aumento das hostilidades ocorre em um contexto de incertezas políticas, especialmente com a iminente posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que defende um cessar-fogo e negociações para encerrar rapidamente o conflito. A escalada dos ataques reflete a busca de ambos os lados por vantagens antes de possíveis negociações mediadas por Washington, em meio a uma guerra que já deixou milhares de mortos e milhões de deslocados desde a invasão russa em 2022.
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