Uma autoridade israelense afirmou que o Hamas concordou com a proposta de cessar-fogo em Gaza e devolução de reféns, conforme noticiado pela Reuters nesta quarta-feira, 15 de janeiro. No entanto, o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, negou essa informação, alegando que o grupo extremista ainda não aceitou a proposta. As negociações, que envolvem representantes […]
Uma autoridade israelense afirmou que o Hamas concordou com a proposta de cessar-fogo em Gaza e devolução de reféns, conforme noticiado pela Reuters nesta quarta-feira, 15 de janeiro. No entanto, o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, negou essa informação, alegando que o grupo extremista ainda não aceitou a proposta. As negociações, que envolvem representantes do Catar, Egito, Estados Unidos, Israel e Hamas, continuam em andamento.
Caso a proposta seja aprovada, o primeiro passo incluirá um cessar-fogo inicial de seis semanas, com a libertação de 33 reféns israelenses em troca de prisioneiros palestinos. Também está prevista uma retirada gradual das forças israelenses do centro de Gaza e o retorno dos palestinos deslocados ao norte do enclave. Uma segunda fase do acordo contemplaria a libertação de todos os reféns restantes e um cessar-fogo permanente.
A situação em Gaza permanece crítica, com mais de 46 mil mortos desde o início da represália israelense após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023. A crise humanitária se agrava, com a maioria da população deslocada. A questão de quem governará Gaza após a guerra permanece sem resposta, com Israel rejeitando a participação do Hamas e da Autoridade Palestina.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o assessor de Segurança Nacional, Jake Sullivan, expressaram otimismo sobre a possibilidade de um acordo de trégua ainda nesta semana. As conversas em Doha, que ocorreram após discussões entre Biden e Netanyahu, visam encerrar os combates e garantir a libertação dos reféns. A delegação do Hamas também indicou que as negociações estão progredindo.
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