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Itamaraty celebra acordo de cessar-fogo em Gaza e clama por paz duradoura

- O Brasil celebra o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, assinado no Qatar. - O pacto prevê a troca de 33 reféns israelenses por cerca de mil prisioneiros palestinos. - O Itamaraty destaca a necessidade de ajuda humanitária e reconstrução em Gaza. - O acordo marca uma mudança na postura de Israel, que buscava aniquilar o Hamas. - A ONU e a União Europeia apoiam o cessar-fogo, visando paz duradoura na região.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou uma nota celebrando o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, assinado em 15 de novembro no Qatar. O governo brasileiro pediu que ambas as partes respeitem o acordo para garantir a paz na região e solicitou a libertação de todos os reféns, além da entrada irrestrita […]

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou uma nota celebrando o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, assinado em 15 de novembro no Qatar. O governo brasileiro pediu que ambas as partes respeitem o acordo para garantir a paz na região e solicitou a libertação de todos os reféns, além da entrada irrestrita de ajuda humanitária em Gaza, que enfrenta um urgente processo de reconstrução.

O conflito, que já dura 15 meses, resultou na morte de mais de 46 mil palestinos, incluindo um grande número de mulheres e crianças, e mais de 1,2 mil israelenses. O Itamaraty destacou os danos incalculáveis causados aos palestinos, como o deslocamento forçado de centenas de milhares de pessoas e a destruição de infraestrutura essencial, como hospitais e escolas. O Brasil reafirmou seu apoio à solução de dois Estados, com a Palestina independente coexistindo pacificamente com Israel.

O acordo, que prevê a troca de reféns e a desocupação gradual da Faixa de Gaza, entrará em vigor no 19 de novembro. O primeiro-ministro do Qatar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, afirmou que a primeira fase do acordo durará 42 dias e enfatizou a necessidade de comprometimento de ambas as partes para evitar mais derramamento de sangue. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, mencionou que os americanos estarão entre os primeiros reféns a serem libertados.

Israel se comprometeu a iniciar a retirada gradual de suas tropas, especialmente na fronteira com o Egito, enquanto permitirá a entrada de 600 caminhões de ajuda humanitária por dia em Gaza. O plano inclui a liberação de 33 reféns israelenses em troca de cerca de mil prisioneiros palestinos. As negociações para uma nova leva de troca de reféns começarão duas semanas após o início do processo, com a expectativa de uma retirada completa das tropas israelenses de Gaza.

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