Nicolás Maduro tomou posse como presidente da Venezuela na última sexta-feira, 10 de janeiro de 2024, apesar de não divulgar os registros das votações que indicam Edmundo González como o verdadeiro vencedor das eleições. A cerimônia, realizada perante a Assembleia Nacional e transmitida pela rádio e televisão, incluiu um juramento a entidades da santeria, uma […]
Nicolás Maduro tomou posse como presidente da Venezuela na última sexta-feira, 10 de janeiro de 2024, apesar de não divulgar os registros das votações que indicam Edmundo González como o verdadeiro vencedor das eleições. A cerimônia, realizada perante a Assembleia Nacional e transmitida pela rádio e televisão, incluiu um juramento a entidades da santeria, uma prática religiosa que mistura elementos africanos e católicos. Durante seu discurso, Maduro se comparou ao Rei Davi, sem mencionar figuras religiosas tradicionais.
A posse foi marcada pela ausência de líderes internacionais, refletindo a rejeição global ao governo de Maduro, considerado por muitos como um regime ilegítimo. Apenas alguns presidentes, como Daniel Ortega da Nicarágua e Miguel Díaz-Canel de Cuba, compareceram ao evento. Após a cerimônia, Maduro anunciou a formação de uma Comissão Nacional para desenvolver um projeto de reforma institucional, enquanto a comunidade internacional impôs sanções à Venezuela.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, pediu a posse de Edmundo González e declarou que os EUA não reconhecem Maduro como presidente. A União Europeia também afirmou que a presidência de Maduro carece de legitimidade, sancionando membros do governo venezuelano. O G7 se manifestou contra a posse de Maduro, destacando a falta de legitimidade democrática do processo eleitoral.
A situação política na Venezuela continua tensa, com a oposição enfrentando desafios significativos. A repressão contra líderes opositores aumentou, e a divisão dentro do regime é evidente. Apesar da baixa legitimidade, Maduro mantém o apoio das forças armadas, essenciais para sua permanência no poder. O futuro democrático da Venezuela dependerá da dinâmica interna e da capacidade da oposição de se organizar e articular uma estratégia eficaz.
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