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Biden assina ordem executiva para fortalecer defesas cibernéticas dos EUA contra hackers

- O presidente Joe Biden assinará uma ordem executiva sobre segurança cibernética. - A medida visa aumentar a proteção contra ataques da China e Rússia a redes federais. - Empresas que vendem ao governo deverão demonstrar práticas de desenvolvimento seguras. - A ordem também fortalece a criptografia para comunicações de funcionários federais. - A nova política reflete frustrações com falhas de segurança em empresas de software.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinará nesta quinta-feira, 16 de janeiro de 2024, uma ordem executiva que visa fortalecer as defesas cibernéticas do país. A medida surge após uma série de ataques cibernéticos atribuídos a agentes da China e da Rússia, que comprometeram redes federais. A ordem é resultado de uma análise aprofundada […]

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinará nesta quinta-feira, 16 de janeiro de 2024, uma ordem executiva que visa fortalecer as defesas cibernéticas do país. A medida surge após uma série de ataques cibernéticos atribuídos a agentes da China e da Rússia, que comprometeram redes federais. A ordem é resultado de uma análise aprofundada das operações de hacking ocorridas durante o governo Biden, incluindo a suposta interrupção de um provedor de satélite pela Rússia e a infiltração chinesa nas telecomunicações dos EUA.

A nova diretiva tem como objetivo “tornar mais custoso e difícil” para adversários como China, Rússia, Irã e criminosos de ransomware realizarem ataques. A ordem exigirá que as agências federais adotem criptografia mais forte para proteger comunicações de funcionários e dará mais poder à agência cibernética do Departamento de Segurança Interna para coletar dados de outras agências, facilitando investigações sobre operações de hacking. Além disso, o Departamento do Tesouro poderá sancionar cibercriminosos que afetem a infraestrutura crítica dos EUA.

Biden também busca reduzir fraudes de identidade que impactam os cidadãos americanos e utilizar inteligência artificial para proteger o setor de energia contra ataques. A ordem reflete a insatisfação do governo com as práticas de segurança de empresas de software que fornecem produtos ao governo. Uma revisão das práticas de segurança da Microsoft revelou falhas que permitiram ataques cibernéticos em 2023, levando a empresa a implementar reformas em suas políticas.

A nova ordem exigirá que os contratados do governo demonstrem que seus produtos atendem a padrões de segurança e que os dados sobre a conformidade sejam disponibilizados ao público. A Administração de Serviços Gerais será responsável por garantir que provedores de nuvem informem seus clientes sobre operações seguras. A continuidade da ordem executiva sob a nova administração de Donald Trump ainda é incerta, já que seu conselheiro de segurança nacional, Mike Waltz, defendeu operações cibernéticas ofensivas, mas não apresentou estratégias claras para a defesa cibernética.

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